DISC: ferramenta para entender pessoas e melhorar a gestão

agosto 30, 2026

Compreender como as pessoas se comunicam, tomam decisões e reagem aos desafios pode ajudar líderes e empresas a melhorar a gestão de equipes.

Nesse contexto, o DISC é uma ferramenta de análise comportamental que pode apoiar o autoconhecimento, a comunicação, o desenvolvimento profissional e a gestão de pessoas.

Seu objetivo não é rotular indivíduos, mas reconhecer tendências de comportamento e usar essas informações de forma prática no ambiente de trabalho.

O que é o DISC?

O DISC organiza tendências comportamentais em quatro dimensões principais:

  • D: Dominância
  • I: Influência
  • S: Estabilidade
  • C: Conformidade

Cada dimensão representa formas diferentes de lidar com desafios, pessoas, mudanças, regras e procedimentos.

Na prática, as pessoas apresentam combinações dessas dimensões, com algumas características mais evidentes do que outras. Por isso, o resultado deve ser entendido como um mapa de tendências comportamentais, e não como uma definição fixa da personalidade.

A origem do modelo remonta a 1928, quando o psicólogo norte-americano William Moulton Marston publicou o livro Emotions of Normal People.

Marston descreveu padrões de comportamento que posteriormente deram origem à estrutura conhecida como DISC. Os instrumentos de avaliação utilizados atualmente foram desenvolvidos depois, com base nessa estrutura teórica.

Quatro perfis comportamentais

D — Dominância

Associada à objetividade, iniciativa e foco em resultados. Pessoas com essa tendência costumam agir com rapidez, assumir desafios e buscar soluções. Podem contribuir para decisões e avanço de projetos, mas precisam cuidar da escuta e da paciência. Na comunicação, respondem melhor a mensagens diretas, com objetivos e prazos claros.

I — Influência

Relacionada à comunicação, entusiasmo e capacidade de mobilizar pessoas. Pode favorecer engajamento, integração e troca de ideias, embora exija atenção à organização e aos detalhes. Na comunicação, tende a funcionar melhor uma abordagem aberta, participativa e dinâmica.

S — Estabilidade

Ligada à cooperação, previsibilidade e confiança. Pessoas com essa tendência podem contribuir para a continuidade dos processos, apoio aos colegas e equilíbrio da equipe. Mudanças rápidas podem exigir mais contexto e tempo de adaptação. A comunicação funciona melhor com clareza, segurança e explicação das etapas.

C — Conformidade

Associada à análise, precisão, critérios e atenção aos detalhes. Pode contribuir para qualidade, planejamento, controle e avaliação de riscos. Como ponto de atenção, pode haver excesso de cautela ou dificuldade em decidir com informações incompletas. Na comunicação, valoriza dados, critérios e informações bem estruturadas.

Como aplicar o DISC nas empresas?

Liderança

O DISC pode ajudar líderes a compreender melhor suas próprias tendências e a adaptar a forma de delegar tarefas, dar feedback, conduzir reuniões e acompanhar resultados.

Comunicação

Pessoas diferentes preferem formas diferentes de receber informações. Algumas valorizam objetividade; outras precisam de mais contexto, interação ou detalhes. O DISC pode ajudar a reduzir ruídos e melhorar a comunicação.

Gestão de conflitos

Diferenças comportamentais podem ser interpretadas como resistência, agressividade, falta de comprometimento ou excesso de cautela. Compreender essas diferenças ajuda a tratar conflitos de forma mais objetiva.

Trabalho em equipe

Equipes são formadas por pessoas com diferentes formas de agir, decidir e se relacionar. O DISC pode ajudar a reconhecer essas diferenças e favorecer uma atuação mais complementar.

Desenvolvimento profissional

Os resultados podem estimular reflexões sobre comunicação, tomada de decisão, reação à pressão e pontos de desenvolvimento, apoiando planos de crescimento profissional.

E no recrutamento e seleção?

O DISC pode complementar entrevistas e outras etapas de seleção, oferecendo informações sobre tendências comportamentais.

No entanto, não deve ser utilizado isoladamente para aprovar ou excluir candidatos. Competências técnicas, experiência, formação, requisitos da função e outras evidências precisam continuar fazendo parte da análise.

DISC e autoconhecimento profissional

O teste pode ajudar o profissional a refletir sobre perguntas importantes:

  • Como costumo reagir sob pressão?
  • Como prefiro receber orientações?
  • O que me motiva?
  • Como tomo decisões?
  • Em quais situações minha comunicação pode ser mal interpretada?

Essas reflexões podem orientar planos de desenvolvimento individual, preparação para novas responsabilidades e melhoria das relações no trabalho.

O resultado é mais útil quando se transforma em ações práticas, como desenvolver a escuta, organizar melhor as tarefas, desenvolver maior objetividade ou ampliar a flexibilidade.

Cuidados importantes na utilização do DISC

  • O resultado representa tendências comportamentais e não constitui diagnóstico clínico.
  • Não existe perfil melhor ou pior; cada estilo pode apresentar forças e pontos de atenção.
  • O comportamento pode variar conforme o ambiente, a função, o momento profissional e as exigências da situação.
  • Aplique o teste com transparência, finalidade definida e respeito à privacidade das pessoas.
  • Considere o contexto na interpretação e, quando necessário, recorra a profissional capacitado.
  • O DISC não substitui avaliação de competências técnicas, desempenho, saúde ocupacional ou análise de riscos psicossociais.

Conheça os testes DISC do GEDAF

O GEDAF disponibiliza testes DISC para uso individual, profissional e em grupos.

Acesse os testes DISC: clique aqui.

Também está disponível a Sessão Online de Devolutiva, serviço opcional voltado à compreensão dos resultados e à sua aplicação em processos de autoconhecimento, carreira, desenvolvimento profissional e gestão de pessoas.

Conclusão

O DISC pode ser uma ferramenta útil para compreender diferentes formas de agir no ambiente profissional.

Quando utilizado de maneira ética e contextualizada, pode apoiar a comunicação, a liderança, o desenvolvimento profissional, a integração de equipes e a gestão de conflitos.

Mais importante do que identificar um perfil é transformar os resultados em informações úteis para entender pessoas e melhorar a gestão.

Dilan Gomih redefine o bem-estar corporativo

novembro 6, 2024

Dilan Gomih é renomada consultora de bem-estar corporativo nos Estados Unidos, integrando a saúde física e mental no trabalho.

Ela auxilia organizações a implantarem programas de saúde ocupacional que melhoram a qualidade de vida dos empregados e contribuem para o desempenho das empresas.

A estratégia de Dilan é simples e poderosa: pequenas práticas diárias incorporadas no expediente, proporcionando maior vitalidade e satisfação no trabalho. Exemplo disso é o vídeo “Rotinas de exercícios que você pode fazer a qualquer momento”, onde ela ensina exercícios rápidos e simples que podem ser executados com o apoio de uma cadeira – ideais para quem passa muitas horas sentado.

Vídeo Rotina de exercícios que você pode fazer a qualquer momento (Pix News, 2024):

Recomendações práticas de Dilan Gomih

Dilan adota práticas que podem ser implementadas em qualquer organização, destacando as seguintes:

1. Estimule os movimentos no ambiente de trabalho

Para reduzir os efeitos negativos do sedentarismo, Dilan sugere incentivar as pessoas a fazerem pausas rápidas para alongamento ou caminhadas curtas. Empresas podem organizar atividades físicas coletivas, como sessões de alongamento ou ioga, promovendo movimentação e interação entre colegas nos diferentes ambientes corporativos.

Isso não só melhora a disposição física, mas também cria a atmosfera de colaboração.

2. Reserve tempo para atividades relaxantes e lúdicas

O estresse acumulado é um dos maiores desafios para a saúde mental no trabalho. Dilan recomenda que gestores reservem momentos para atividades descontraídas, como sessões de brainstorming sem pauta definida ou dinâmicas lúdicas para estimular a criatividade.

Esses intervalos ajudam os colaboradores a recarregar as energias e incentivam a inovação.

3. Priorize o bem-estar e a saúde dos empregados

Adotar programas de bem-estar com apoio psicológico e aconselhamento é essencial ao equilíbrio emocional dos trabalhadores.

Dilan destaca que o investimento em gestão do estresse e saúde mental se traduz em maior produtividade e redução de afastamentos por doenças relacionadas ao trabalho.

4. Abordagem holística da saúde

Dilan acredita que a saúde no trabalho deve ser vista de forma abrangente, integrando aspectos físicos, mentais e emocionais. Dessa forma, é recomendável oferecer acesso a academias, sessões de meditação (mindfulness) e opções de alimentação saudável no local de trabalho.

Essas práticas melhoram o engajamento e mostram o comprometimento da empresa com o bem-estar dos colaboradores.

Quem é Dilan Gomih?

Dilan Gomih é uma profissional multifacetada com trajetória em finanças, fitness e bem-estar corporativo.

Graduada em Ciência Política pela Universidade de Yale, iniciou sua carreira no mercado financeiro, atuando no Bank of America Merrill Lynch. Durante esse período, descobriu sua paixão pelo fitness, tornando-se instrutora de spinning na Flywheel Sports.

Buscando alinhar suas habilidades financeiras ao interesse pelo bem-estar, cursou MBA na Harvard Business School, onde exerceu o cargo de Chief Wellness Officer da Associação de Estudantes. Após a pós-graduação, ocupou posições estratégicas em empresas do setor de fitness, como Barry’s, CrossFit e Equinox.

Em 2022, ela fundou a  empresa de consultoria Dilagence – dilagence.com – , dedicada a promover o bem-estar no ambiente corporativo, auxiliando organizações a desenvolver programas de saúde mental e física para empregados.

Dilan também é reconhecida como palestrante global e defensora da diversidade e inclusão no trabalho. Foi entrevistada por Oprah Winfrey e outros jornalistas de grandes empresas de comunicação.

Créditos: Foto de Dilan Gomih, obtida em Dilagence, 2024.


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Como gestores saudáveis desenvolvem bons hábitos de vida

novembro 3, 2024

Gestores saudáveis desempenham papel essencial no êxito das organizações. Não apenas lideram pelo exemplo, mas também inspiram suas equipes a alcançarem melhor desempenho e qualidade de vida.

Conheça alguns dos principais hábitos que fortalecem a gestão de equipes e contribuem para melhorar tanto a satisfação pessoal quanto a profissional.

Realize o teste e avalie seu perfil de gestor saudável, exclusivo para assinantes GEDAF Prime.

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Novembro Azul 2022 – Prevenção ao Câncer de Próstata

novembro 2, 2022

A campanha Novembro Azul objetiva sensibilizar e conscientizar a população masculina sobre cuidados com a saúde e a prevenção do câncer de próstata.

Essa glândula do organismo dos homens situada na frente do reto e abaixo da bexiga, envolvendo a parte superior da uretra, canal por onde passa a urina. Sua função é produzir o líquido que compõe parte do sêmen, nutre e protege os espermatozoides.

O marco de referência da campanha é a data 17 de novembro, Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.

Qual a incidência do câncer de próstata o Brasil?

Conforme levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 foram diagnosticados 65.840 casos de câncer de próstata, correspondendo a 29,2% dos tumores incidentes no sexo masculino.

Este é o segundo tipo de câncer com maior incidência entre homens, depois do câncer de pele não melanoma.

O número de mortes por ano é elevado, 15.841 homens são vítimas dessa doença. Desde 1998, o câncer de próstata se tornou o segundo tipo em taxa de mortalidade no Brasil (11,28%), logo após o câncer de pulmões e brônquios (12,49%) – ver gráfico abaixo.


Fonte: Atlas de Mortalidade por Câncer do INCA, 2020.

Qual a melhor forma de prevenção?

A melhor forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce realizado por médico.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento em hospitais habilitados em oncologia, incluindo exames clínicos, procedimentos cirúrgicos e tratamentos conforme a Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer.

Quais fatores aumentam o risco do câncer de próstata?

  • Idade, a incidência e a mortalidade aumentam significativamente após os 50 anos.
  • Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, associado a fatores genéticos (hereditários), hábitos alimentares ou riscos do estilo de vida da família.
  • Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado.
  • Trabalho com aminas aromáticas, comuns nas indústrias química, mecânica e de transformação de alumínio.
  • Trabalho com exposição ao arsênio, usado como conservante de madeira e agrotóxicos.
  • Trabalho com produtos de petróleo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), inalação de gases de combustão de veículos, fuligem e dioxinas.

Quais os sintomas da doença?

Na fase inicial, o câncer da próstata não é percebido. Quando apresenta sintoma, é semelhante ao do crescimento benigno da próstata.

Os sintomas usuais durante sua evolução são:

  • Dificuldade de urinar
  • Diminuição do jato de urina
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite
  • Sangue na urina

Contudo, em muitos casos, esses sintomas não são causados por câncer de próstata, sendo indispensável a avaliação por médico.

Na fase avançada, a doença pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Quais os benefícios da detecção precoce do câncer?

O diagnóstico precoce do câncer de próstata possibilita melhores resultados no tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas por médico.

Essa estratégia é utilizada para encontrar tumores em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido.

A investigação é realizada por exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertecentes a grupos de risco.

No caso do câncer de próstata, os exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).

Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de próstata traga mais benefícios do que riscos. O INCA não recomenda exames de rotina com essa finalidade, sendo importante esclarecer os pacientes sobre a possível ausência de benefícios dessa forma.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos. Em alguns casos são realizados a biopsia de próstata, a ultrassonografia de próstata por via abdominal ou transretal e a dosagem de antígeno prostático.

A indicação de biópsia depende do toque retal e valores de PSA.

Quais as opções de tratamento?

Se a doença for localizada, apenas na próstata e não se espalhou para outros órgãos, os procedimentos são cirurgia, radioterapia e observação vigilante em situações especiais.

Para doença localmente avançada, têm sido utilizados radioterapia ou cirurgia em combinação com tratamento hormonal. Para doença metastática, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento mais indicado é a terapia hormonal.

A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios de cada um.

Origens do Novembro Azul

A campanha Novembro Azul surgiu em 2003 na Austrália. Dois amigos em Melbourne, Travis Garone e Luke Slattery, inspirados no Outubro Rosa, Travis e Luke decidiram deixar seus bigodes crescer para promover uma campanha de saúde masculina.

Eles escolheram o mês novembro devido ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata ser comemorado no dia 17. Inicialmente, conseguiram a adesão de 30 amigos ao desafio dos bigodões.

Em 2004, Travis e Luke lançaram o site Movember – junção das palavras moustache e november (bigode e novembro) –, para receber doações e exibir fotos de associados que deixaram bigodões crescer no mês de novembro.

Em 2006, surgiu a Movember Foundation, organização sem fins lucrativos, para arrecadar doações destinadas à prevenção e tratamento do câncer de próstata.

A iniciativa viralizou em mais de 20 países, ficando conhecida por No-Shave November (Novembro sem Barbear). Entre 2003 e 2021, a Movember registrou 6.886.128 de usuários, arrecadou 730 milhões de dólares australianos (2 bilhões e 386 milhões de reais) e 1.250 projetos de saúde física e mental do homem.

No Brasil, a Lei nº 10.289, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 20/09/2001, instituiu o Programa Nacional de Controle do Câncer de Próstata, prevendo campanhas para divulgação de informações relativas a sua prevenção.

Movember chegou ao Brasil em 2008, por iniciatva do Instituto Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Urologia.

Em 2014, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.045 determinando o Sistema Único de Saúde (SUS) realizar exames de detecção precoce do câncer de próstata sempre que, a critério médico, o procedimento for considerado necessário.

Desde então, o Ministério da Saúde vem adotando ações para promover a prevenção do câncer de próstata e doenças em geral da população masculina, incentivando  a buscar atendimento nas unidades do SUS.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer – INCA, 2022.


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Outubro Rosa 2022 – Prevenção ao Câncer de Mama

outubro 4, 2022

Outubro Rosa é o mês dedicado à campanha internacional de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama entre mulheres.

O objetivo é compartilhar informações sobre serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo para a redução da mortalidade.

A cor rosa é destacada nas campanhas e ações em mídias sociais durante este mês, incluindo a iluminação de monumentos e edifícios públicos.

O GEDAF Finanças e Empreendedores apoia esta campanha divulgando orientações em seus informativos sociais.

Histórico do Outubro Rosa

O movimento surgiu em 1990, na primeira Corrida pela Cura, em Nova Iorque, com distribuição de laços rosas às participantes. Essa corrida passou a ser anual desde aquela época.

Em 1997, as cidades Yuba e Lodi, nos Estados Unidos, realizaram ações para diagnóstico e prevenção da doença, centradas no mês outubro. Os locais públicos foram enfeitados com fitas cor de rosa, promovendo várias atividades esportivas e desfiles.

Posteriormente, o Congresso Americano aprovou a escolha do mês outubro para a campanha nacional de combate ao câncer de mama. Tornou-se popular iluminar com luzes rosa prédios públicos, monumentos, pontes e outras construções.

No Brasil, as campanhas de conscientização sobre o câncer de mama iniciaram em 2002. Em 2008 foi sancionada a Lei nº 11.664 relativa à atenção à mulher na prevenção e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama, no Sistema Único de Saúde – SUS.

Atualmente, vários países realizam a campanha Outubro Rosa.

Estatísticas preocupantes

O câncer de mama afeta atualmente 66.280 mulheres por ano, segundo estatísticas de 2020 a 2022. É o segundo câncer com maior incidência entre as mulheres, depois do câncer de pele, afetando principalmente as mais jovens.

Homens também podem ter câncer de mama, mas a incidência é muito baixa, apenas 1% dos casos diagnosticados.

Como reduzir o risco de câncer de mama

Diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama. O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos.

Manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

A amamentação também é considerada fator protetor.

Fazer exames periódicos, especialmente se houver quaisquer alterações na mama com aparecimento de caroços persistentes.

Ocupações e atividades com maior risco

As ocupações profissionais com maior número de casos são: Técnica de radiologia, Plantonista noturna e Agricultora.

As atividades com maior risco de exposição para as mulheres são as seguintes:

  • Radiologia
  • Esterilização de materiais médico-cirúrgicos e hospitalares
  • Esterilização industrial de produtos farmacêuticos e veterinários, de alimentos, de especiarias e de ração animal
  • Carregamento e distribuição de óxido de etileno
  • Produção e aplicação de agrotóxicos organoclorados
  • Fabricação de transformadores elétricos
  • Reparos elétricos (eletricistas)
  • Produção de aditivos para plastificantes, tintas e adesivos
  • Atividades noturnas

Principais agentes cancerígenos no ambiente de trabalho

  • Raios – X e Gama
  • Óxido de etileno (matéria-prima para produtos manufaturados e/ou gás utilizado na esterilização industrial e hospitalar)
  • Agrotóxicos organoclorados (dieldrin)
  • Bifenila policlorada (PBC)
  • Trabalho noturno
  • Fumaça do cigarro

Sinais e sintomas do câncer de mama

  • Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor – principal manifestação da doença, presente em mais de 90% dos casos.
  • Alterações no bico do peito (mamilo).
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço.
  • Saída espontânea de líquido de um dos mamilos.
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

Qualquer caroço na mama em mulheres com mais de 50 anos deve ser investigado! Em mulheres mais jovens, caroços devem ser investigados se persistirem por mais de um ciclo menstrual.

Cuidados e exames recomendados

Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é anormal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Mulheres devem olhar, palpar e sentir suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as suspeitas. Em caso de alterações persistentes, é preciso procurar o Posto de Saúde.

O exame clínico das mamas consiste na observação e palpação das mamas por médico. A mamografia diagnóstica avalia a alteração suspeita na mama, em qualquer idade, quando há indicação médica.

A mamografia de rastreamento é recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos.

A confirmação do câncer de mama requer biópsia, exame histopatológico que analisa a pequena parte retirada da lesão.

As mulheres devem conversar com o médico para avaliação do risco e a conduta a ser seguida.

Os serviços de saúde devem priorizar a consulta das mulheres com nódulo ou outras alterações suspeitas da mama. A rapidez da avaliação facilita a detecção precoce da doença.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer – INCA, 2022.


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Setembro Amarelo 2022 – Prevenção ao Suicídio

setembro 5, 2022

Setembro Amarelo é o mês dedicado à campanha internacional de prevenção ao suicídio, instituída em 2003 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O GEDAF Finanças e Empreendedores apoia esta campanha divulgando orientações em seus informativos sociais.

Durante todo o mês de setembro ocorrem chamados e eventos para alertar a população sobre essa temática. A campanha visa a conscientizar sobre o suicídio e incentivar ações para evitar essa fatalidade em muitas nações.

A data referencial 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A cor amarela é utilizada na divulgação de informativos e iluminação noturna das fachadas de edifícios e monumentos, incluindo o Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, o Cristo Redentor e outros.

Estatísticas atemorizantes: uma pessoa se suicida a cada 45 segundos

Segundo levantamento da OMS (2000-2019), o suicídio está entre as 20 principais causas de morte no mundo. Em 2019, houve 703.000 fatalidades, equivalente a um suicídio a cada 45 segundos.

  • 77% dos suicídios no mundo ocorrem em países de baixa e média renda;
  • países de alta renda têm maior taxa padronizada de suicídios do que países de baixa/média renda, respectivamente, 10,9 e 9,9 mortes por 100.000 habitantes;
  • mais da metade dos suicídios no mundo (58%) são de pessoas com idade até 50 anos;
  • suicídio é a quarta causa de morte dos jovens de 15 a 29 anos, ambos os sexos, depois de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal;
  • quase o triplo de homens em relação às mulheres morrem por suicídio em países de alta renda, enquanto nos países de baixa renda a taxa é quase igual para ambos os sexos.

No Brasil 14.540 pessoas se suicidam por ano, ou seja, 40 pessoas por dia. O suicídio mata mais brasileiros do que doenças como AIDS e câncer.

Diante desse cenário desafiador, Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, exortou as autoridades a promoverem iniciativas de prevenção ao suicídio:

“Toda morte é uma tragédia para a família, amigos e colegas. No entanto, suicídios são evitáveis. Chamamos todos os países a incorporarem estratégias comprovadas de prevenção ao suicídio em seus programas nacionais de saúde e educação de maneira sustentável”.

Falar é a melhor solução para evitar até 90% dos suicídios

O assunto suicídio é envolto em tabus e preconceitos sociais. Muitos preferem ignorar quando há pessoas conhecidas ou familiares que cometeram suicídio.

O comportamento suicida é resultado de interação de fatores psicológicos e biológicos, inclusive genéticos, culturais e socioambientais. É a consequência final do processo de sofrimento por múltiplas causas.

As situações que levam ao suicídio estão fortemente associadas a quadros de depressão, transtorno bipolar e uso de drogas.

Os profissionais da saúde acreditam que falar mais sobre esse assunto facilita entender quem passa por situações que levem a comportamentos suicidas.

As pessoas devem receber ajuda profissional para evitar o suicídio a partir do momento em que situações de risco são identificadas.

Por essa razão, “Falar é a melhor solução” é o slogan da campanha no Brasil. Conscientizar as pessoas a conversarem sobre seus problemas pode evitar 9 em cada 10 atos suicidas.

Origem do Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo começou nos EUA devido à comoção pública pela morte de Mike Emme, de 17 anos. Ele cometeu suicídio em 8 de setembro de 1994 em Westminster, no Colorado.

Mike era muito habilidoso com mecânica e restaurou um Mustang 68 abandonado, pintando-o com amarelo brilhante. O automóvel restaurado tornou o jovem popular e ele passou a ser afetuosamente chamado de “Mustang Mike”.

Lamentavelmente, seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte.

No velório de Mike havia cestas de cartões decorados com fitas amarelas e escritos com a mensagem “Se você está pensando em suicídio, entregue este cartão a alguém e peça ajuda!”. O objetivo era conscientizar os jovens que pensavam no suicídio a exporem sua situação.

Deu certo. A iniciativa marcou o início de importante movimento de prevenção ao suicídio nos EUA. Os cartões chegaram às pessoas que precisavam de apoio.

Em consequência desse gesto de solidariedade, o laço amarelo foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio.

Se pensar em suicídio peça ajuda

Cerca de 60% das pessoas que morrem por suicídio não procuram ajuda. Por isso, é muito importante procurar orientação em momentos de crise.

O ideal é o acompanhamento psicológico, além do apoio da família e amigos. Contudo, é essencial que as pessoas consigam falar sobre o que sentem.

Se você estiver com sérios problemas e considerar o suicídio, peça ajuda imediatamente ou procure atendimento médico na sua região.

Você pode entrar em contato com o Centro de Valorização à Vida (CVV).

O CVV oferece apoio emocional e prevenção do suicídio através de atendimento por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias da semana.

Os atendentes do CVV são voluntários preparados para escutar todos que precisam conversar. O serviço é totalmente gratuito e sigiloso.

  • Fale com o CVV: disque 188 (um, oito, oito)
  • Acesse o chat do CVVwww.cvv.org.br

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS). Relatório Suicide worldwide in 2019: global health estimates. WHO, 2021.

Rone Antônio de Azevedo para o Editorial GEDAF.

Etarismo e reinvenção dos trabalhadores com mais de 50 anos

agosto 30, 2022

É usual afirmar que trabalhadores com mais de 50 anos devem se reinventar. Porém, faltam ações concretas de combate ao etarismo, a discriminação pela idade.

Muitas organizações ainda menosprezam ou oferecem poucas oportunidades a esses trabalhadores com idade avançada.

Pesquisa da consultoria Robert Half com gestores de pessoas concluiu que 69% das empresas não contrataram trabalhadores com mais de 50 anos.

Os recrutadores apontaram as seguintes restrições desse perfil:

  • salário alto (31%);
  • pouca flexibilidade (18%);
  • desatualização (12%); e
  • risco de ampliar conflitos entre gerações (7%).

Em contrapartida, os gestores apontaram benefícios de contratar alguém depois dos 50:

  • experiência (86%);
  • conhecimento (66%);
  • resiliência e inteligência emocional (43%); e
  • contribuir para a diversidade da organização (30%).

A pesquisa realizada em 2019 foi respondida por 1.161 gestores. Apesar de não ser recente, é representativa do universo corporativo.

Estratégias de adaptação

No cenário persistente de baixo crescimento econômico e altas taxas de desemprego, é necessário que os profissionais com mais de 50 anos procurem se atualizar ou se qualificar em outras áreas, adquirindo novos conhecimentos para melhor atenderem às demandas dos seus contratantes.

A pandemia Covid-19 impactou a saúde da população e a atividade econômica, demandando mudanças por parte dos trabalhadores e das empresas. Assim, houve aumento de profissionais que passaram a trabalhar como freelancers, consultores, empreendedores e autônomos.

O Home Office, conhecido por teletrabalho, se consolidou como alternativa viável para atendimento às demandas das empresas, exigindo maior habilidade com tecnologias digitais. Contudo, é preciso cuidados com a saúde e ergonomia adequada para não haver fadiga física ou estresse por sobrecarga de atividades.

Envelhecimento da força de trabalho

A pirâmide etária da população está mudando à medida que aumenta mais a quantidade de pessoas idosas do que jovens. Essa alteração do perfil demográfico tem impactos na dinâmica econômica das nações e obriga a repensar a inclusão dos trabalhadores em idade avançada.

Segundo estudos demográficos das Nações Unidas, entre 2022 e 2050, a população do Brasil aumentará 7,52%, passando de 214.824.774 para 230.972.115 pessoas – ver gráficos abaixo.

Pirâmides etárias do Brasil em 2022 e 2050

Pirâmides etárias do Brasil em 2022 e 2050

Nesse período de 28 anos (2022-2050) haverá as seguintes alterações em estratos relevantes:

a) População ativa jovem, 15 a 29 anos: sofrerá redução de 21,21%, de 43.831.707 a 34.536.842 pessoas.

b) População ativa não jovem, 30 a 64 anos: aumentará 5,23%, de 106.271.146 a 111.827.683 pessoas.

c) População de idosos, 65 anos ou mais: aumentará 139,69%, de 20.890.214 a 50.070.748 pessoas.

Em 2050, a população em idade ativa será 63% da população total. A população idosa, acima dos 65 anos, será maior do que a população jovem em 2060.

De acordo com projeções demográficas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2022 e 2050, a população ativa com 50 a 65 anos aumentará 36,96%, passando de 34.511.636 a 47.266.120 pessoas.

Assim, o problema do envelhecimento da população é muito sério. Se não houver estímulos para reinserção ou contratação de pessoas acima de 50 anos, o país enfrentará escassez de mão de obra qualificada nos próximos anos.

Empresas preferem trabalhadores mais jovens devido a sua menor remuneração, facilidades com novas tecnologias e adaptação à cultura organizacional.

Todavia, os administradores devem planejar cenários com menor disponibilidade de mão de obra jovem, demandando trabalhadores com mais de 50 anos.

Combate ao etarismo

Etarismo é o termo utilizado para discriminação contra indivíduos ou grupos etários com estereótipos associados à idade. Essa forma de preconceito pode ser estimulada em atitudes individuais, políticas e práticas institucionais que perpetuam a discriminação etária nas organizações.

Governos e empresas deveriam reconhecer e enfrentar o etarismo. Isso exige nova compreensão do envelhecimento da população, as mudanças do trabalho trazidas pelas tecnologias digitais e o convívio sadio com as gerações mais jovens.

Os líderes das organizações públicas e privadas têm grande responsabilidade em combater estereótipos de pessoas mais velhas obsoletas ou incapazes de aprender novas habilidades. É indispensável implantar ações concretas de incentivo à contratação de trabalhadores com idade avançada.

A ampla experiência e o conhecimento acumulado deveriam ser valorizados como ativos pelas organizações. É preciso avançar muito nesse campo, desde a contratação até estímulos à carreira para trabalhadores com mais de 50 anos.

O atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, é um senhor com 79 anos, advogado e político muito experiente. Biden comanda a nação com a economia mais robusta e as forças armadas mais poderosas do mundo. Ele é um bom exemplo que deveria inspirar políticos e líderes da sociedade civil.

Demonstrar empatia com pessoas de idade avançada, além de estimular relações fraternas e respeitosas, torna a sociedade mais inclusiva e produtiva.

Autor: Rone Antônio de Azevedo para o Editorial GEDAF, publicado e revisado em 30.08.2022.

Referências

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Tabelas 2018: Projeções da População do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade: 2010-2060

Nações Unidas, Department of Economic and Social Affairs, Population Division, World Population Prospects 2022.


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OIT lança campanha para erradicar trabalho infantil no mundo

fevereiro 8, 2021

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou o Ano Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil. Essa iniciativa objetiva promover ações legislativas e práticas para eliminar o trabalho infantil em todo o mundo. Organizações e indivíduos podem encaminhar propostas de ações para essa meta.

A OIT trabalha pela abolição do trabalho infantil ao longo de seus 100 anos de história. Uma das primeiras convenções que seus membros adotaram foi sobre a Idade Mínima na Indústria. A exploração do trabalho infantil existe há séculos, causando empobrecimento, adoecimento e mortes por condições insalubres e perigosas nos locais de trabalho.

“Não há lugar para o trabalho infantil na sociedade. Rouba o futuro das crianças e mantém as famílias na pobreza.”

Guy Ryder, diretor-geral da OIT

Nos últimos 20 anos, quase 100 milhões de crianças foram retiradas do trabalho infantil, reduzindo o número de 246 milhões em 2000 para 152 milhões em 2016.

A África concentra quase a metade dos casos de trabalho infantil, 72 milhões de crianças, seguida pela Ásia e Pacífico, 62 milhões. Além disso, 70 por cento das crianças nessa condição trabalham na agricultura de subsistência e comercial e na criação de gado. Quase metade das crianças trabalha em ocupações ou exposição à situações perigosas para a saúde.

A crise da COVID-19 aumentou a pobreza para as pessoas que já se encontravam em situação de vulnerabilidade. O fechamento de escolas agravou a situação e milhões de crianças trabalham para contribuir com a renda familiar. A pandemia tornou as crianças mais vulneráveis à exploração, demandando mais esforços no combate ao trabalho infantil.

Agenda do Trabalho Decente

O Ano Internacional foi aprovado por unanimidade em resolução da Assembleia Geral da ONU em 2019. O principal propósito é instar os governos para atingir a Meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), relativa ao trabalho decente.

A Meta 8.7 demanda os Estados membros a tomarem medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de seres humanos, proibir e eliminar as piores formas de trabalho infantil, incluindo o recrutamento e uso de crianças como soldados.

O objetivo é acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas até 2025 e o trabalho forçado, o tráfico de pessoas e a escravidão moderna até 2030.

O Ano Internacional foi oficialmente lançado em 21 de janeiro em evento virtual. Participaram nessa sessão o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, a diretora executiva do UNICEF, Henrietta Fore, o laureado pelo Nobel da Paz, Kailash Satyarthi, e a ex-vítima de trabalho infantil e ativista, Amar Lal.

Ao longo do ano, diversos eventos irão aumentar a conscientização sobre o problema que afeta uma em cada 10 crianças no mundo.

Em 2022 haverá a V Conferência Global sobre Trabalho Infantil (V GC), na África do Sul. Nesse evento as partes interessadas compartilharão experiências e farão compromissos adicionais para atingir a Meta 8.7.

Inscrição de Propostas das Ações 2021

As partes interessadas nos níveis regional e nacional, organizações e indivíduos, devem propor ações específicas que tomarão até dezembro de 2021 para acabar com o trabalho infantil.

Os indivíduos, por exemplo, podem consumir com mais responsabilidade ao escolherem empresas éticas, levantar fundos e exigir que o governo local providencie ações para erradicar o trabalho infantil. Unidos pela mensagem única e simples desta campanha para crianças, todos podem fazer parte do movimento global de agentes para mudança.

Aqui estão algumas sugestões de Compromissos de Ação 2021 possíveis de fazer individualmente:

  • Escrever para tomadores de decisões.
  • Arrecadar fundos para instituição de caridade ou escola que lida com a prevenção do trabalho infantil.
  • Ler sobre o comércio justo e como ele beneficia crianças de famílias pobres.
  • Educar-se e depois compartilhar o que aprendeu com amigos, família, colegas de trabalho e outros para aumentar o poder de “voto”.

Os responsáveis devem documentar seus esforços e avanços ao longo do ano por meio de vídeos, entrevistas, blogs e histórias de impacto.

O prazo para apresentação das medidas é 30 de março de 2021, devendo ser encaminhadas no site oficial da campanha (endchildlabour2021.org).

Clique aqui para acessar as instruções de envio da proposta.


Fonte: OIT, acesso em 08.02.2021

Guia Teletrabalho aborda direitos e cuidados

fevereiro 1, 2021

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) lançou o guia educativo Teletrabalho – O trabalho de onde você estiver. Oferece informações sobre direitos, vantagens, dicas de ergonomia e estatísticas dessa modalidade.

A publicação em formato PDF está disponível para baixar gratuitamente – clique aqui .

Teletrabalho é assunto relativamente antigo e está na legislação brasileira há quase uma década. O TST julga o tema em ações judiciais trabalhistas e foi pioneiro no Judiciário na adoção do teletrabalho. Desde 2012, vários servidores do órgão atuam por essa modalidade.

Definição de Teletrabalho

O termo teletrabalho se aplica somente ao trabalho realizado em casa ou em outros locais fora da empresa. Requer o uso de tecnologias de informática para realizar as atividades à distância.

Home office é específico para o trabalho realizado em casa na condição remota, à distância. Abrange trabalhadores autônomos e freelancers.

Trabalho externo não requer o uso de tecnologias de informática e contato direto com o empregador. É o caso típico do motorista de transporte. Portanto, essa modalidade não é considerada teletrabalho.

Trabalho híbrido combina as modalidades à distância (remota) e presencial. Se houver maior dedicação na forma remota, será caracterizado como teletrabalho.

Legislação

Lei 12.551/2011, alterou o artigo 6º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sendo a primeira norma legal a disciplinar o teletrabalho.

Lei 13.467/2017, reforma trabalhista, modificou a CLT e incluiu novos dispositivos sobre o teletrabalho, definindo limites à sua aplicação, forma de adesão e os meios tecnológicos envolvidos.

Medida Provisória 927/2020, válida até 19 jul. 2020, fixou normas para enfrentamento da pandemia Covid-19, abrangendo estagiários e aprendizes. Permitiu alterar o regime de trabalho presencial para o teletrabalho e dispensou o registro prévio no contrato.

Norma Regulamentadora  de Ergonomia NR 17/2007, do Ministério da Economia, cujo anexo II contém diretrizes sobre condições adequadas de conforto, segurança, saúde e melhoria do desempenho para trabalhadores do setor de teleatendimento e telemarketing.

Vantagens e desvantagens

O teletrabalho propicia os seguintes benefícios:

  • Facilidade de adaptação a diversos lugares;
  • Economia de tempo e dinheiro com deslocamentos;
  • Flexibilidade maior de horários;
  • Conforto do ambiente e vestuário;
  • Oportunidades de contratação fora da região da empresa;
  • Produtividade maior por eliminação de distrações e do estresse.

Em contrapartida, a modalidade apresenta as seguintes desvantagens:

  • Ergonomia inadequada: riscos à saúde do trabalhador por falta de ou utilização de móveis e dispositivos tecnológicos improvisados;
  • Gastos maiores com energia elétrica, água, e desgaste de equipamentos pessoais;
  • Dificuldade de concentração por interrupções de outros moradores da casa;
  • Baixa socialização: sensação de isolamento e de não pertencimento;
  • Sobrecarga do trabalhador por excesso de demandas, reduzindo intervalos para descanso.

População em teletrabalho

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que, em 2020, mais de 7,9 milhões de pessoas ficaram em trabalho remoto no Brasil.

Em relação à escolaridade dos profissionais em trabalho remoto, o perfil mais frequente (30,2%) é de pessoas com nível superior completo ou pós-graduação. O segundo perfil de usuários é constituído por pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto (5%).

Estudos econômicos confirmam o enorme potencial do teletrabalho no Brasil, razão pela qual foi incluído na reforma trabalhista de 2017. Estima-se que poderia ser adotado para cerca de 21 milhões de trabalhadores.

Considerando o contingente atual e as projeções de demanda, o guia do TST revela compromisso com ações educativas e preventivas sobre teletrabalho. É preciso conscientizar a sociedade, trabalhadores e contratantes, sobre os direitos e a necessidade de prevenção de riscos ocupacionais.

A evolução do trabalho demanda novos modelos e boas práticas sustentáveis, reduzindo a dependência por sentenças compensatórias da Justiça.

Frente ao histórico de acidentes e disputas judiciais, as empresas no Brasil deveriam investir no controle e gerenciamento de riscos ocupacionais. De forma análoga ao trabalho presencial, o teletrabalho requer análise e monitoramento das condições nas quais é realizado.

Avaliação da Capacidade de Trabalho

O GEDAF desenvolveu a ferramenta Capacidade de Trabalho para avaliação da sobrecarga física e mental das equipes de trabalho. Clique na figura ou no seu título para conhecer as características e aplicações.


Editorial GEDAF, colaborou o engenheiro de segurança do trabalho Rone Antônio de Azevedo.

Referência: TST lança publicação educativa sobre teletrabalho, publicada no site de notícias do TST em 15.12.2020.

Imagem: TST (2020)