Livro que originou o capitalismo é leiloado por US$ 1,25 milhão

junho 14, 2019

Livro que originou o capitalismo é leiloado por US$ 1,25 milhão.

A Christie’s, empresa tradicional especializada em leilões de arte, realizou o leilão da primeira edição do Somma di Arithmetica, Geometria, Proporzioni e Proporzionalità. Essa obra-prima clássica sobre os fundamentos do capitalismo moderno foi publicada em Veneza, em novembro de 1494, pelo renomado matemático italiano Luca Pacioli (1445-1517).

Esse tipo de obra raramente é anunciada em leilões. A Christie’s pretendia negociar a primeira edição do Somma di Arithmetica por US$ 1,50 milhão. No entanto, a raridade foi arrematada em 12.06.2019 por US$ 1,215 milhão na sala Nova York. A identidade da pessoa que arrematou a obra não foi divulgada.

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Banco Central divulga estudo sobre juros do crédito, concorrência e concentração bancária

junho 8, 2019

Banco Central do Brasil (BCB) divulgou estudo técnico baseado em dados de 13 milhões de empréstimos para empresas entre 2005 e 2016, cujo objetivo é avaliar se os spreads (acréscimos às taxas de juros por risco de inadimplência) estão mais relacionados à concorrência ou à concentração bancaria.

A relação entre concorrência, concentração e spread das taxas de juros bancárias é controversa. O setor bancário concentrado possui maiores spreads nos juros do crédito? Ou será a baixa competição entre bancos que resulta em custo maior para os tomadores de crédito?

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Hipóteses testadas

O estudo conduzido pelo BCB foi realizado através de inferência estatística envolvendo as variáveis correspondentes a duas hipóteses:

  • Hipótese da Estrutura, Conduta e Desempenho, tida como a mais intuitiva, a estrutura do mercado – medida pela concentração – determina a conduta das instituições financeiras e também o seu desempenho econômico-financeiro. Isto é: o mercado de crédito bancário mais concentrado levaria a maiores spreads.
  • Hipótese do Poder de Mercado, cuja concorrência fraca levaria a maiores spreads, e não necessariamente a concentração do mercado.

Os resultados corroboraram de forma mais forte a Hipótese de Poder de Mercado, sugerindo que concorrência é mais relevante do que concentração na determinação dos spreads bancários.

Testes empíricos

Para verificar a validade das hipóteses, foi estabelecida a equação de regressão múltipla dos spreads em relação às variáveis explicativas relacionadas a cada hipótese.

Foram utilizadas duas estratégias de estimação: a primeira, mais usual, considerou apenas dados agregados; a segunda utilizou microdados do BCB relativos a empréstimos concedido para pessoas jurídicas. A utilização das duas abordagens permite verificar se a agregação de dados compromete a inferência e obter resultados úteis à formulação de políticas.

Na primeira abordagem, utilizando informação trimestral de 2005 a 2018, os dados foram agrupados em diferentes dimensões: (1) por tipo de pessoa (física ou jurídica); (2) por modalidade de crédito; e (3) por classificação de risco. Dependendo da dimensão analisada, houve considerável diferença nos resultados da covariação (medida de dependência linear) entre spreads e concentração, o que impossibilitou quaisquer conclusões acerca dessa relação. Esse resultado sugere que o teste das hipóteses pode ser prejudicado pela utilização de dados agregados.

Na segunda abordagem, levantaram-se microdados de três modalidades de empréstimos a firmas não financeiras: (a) capital de giro; (b) desconto de recebíveis; e (c) veículos. As informações abrangeram mais de 13 milhões de empréstimos entre bancos privados e firmas, de 2005 a 2016. Os spreads de cada contrato foram avaliados por meio de regressão múltipla das variáveis: poder de mercado de cada banco (medido pelo índice de Lerner), e nível de concentração de cada mercado (medido pelo índice de Herfindahl-Hirschman Normalizado regional, denominado IHHn).

Os resultados mostram que empréstimos em regiões com maior concentração bancária possuem spreads, em média, 0,07 ponto percentual maior do que em regiões com menor concentração. Bancos com alto poder de mercado cobram spreads, em média, 1,84 ponto percentual maior do que bancos com baixo poder de mercado. Esses resultados reforçam a importância do nível de concorrência comparativamente ao efeito da concentração nos spreads praticados no mercado bancário brasileiro.

O estudo completo da decomposição do spread bancário foi reportado no Relatório de Economia Bancária (BCB, 2018) – clique aqui.

Conclusões

Em geral, os resultados indicam que, apesar de a concorrência ser relevante para a determinação do spread, somente o aumento dela não reduziria de forma expressiva os spreads. As estimativas das diferenças entre as instituições com maior poder de mercado e instituições com baixo poder explicam apenas o aumento de 7,3% no spread médio da amostra, igual a 25,3 pontos percentuais.

O estudo mostrou que o grau de concorrência no mercado de crédito explica apenas pequena parcela do spread bancário. A redução sustentável do custo do crédito depende de iniciativas que reduzam a inadimplência, facilitem a recuperação de garantias e eliminem assimetrias de informação sobre os tomadores de crédito.

Fonte: Banco Central do Brasil, publicado em 28.05.2019

5 Livros de Finanças para Mulheres

março 8, 2019

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, o GEDAF selecionou bons livros sobre finanças escritos por renomadas autoras que são referência nessa área de conhecimento.

Confira as dicas de leitura nesta seção.

1) Mulher rica atualizado – Kim Kiyosak

Os mercados do mundo dos investimentos não querem saber se você é homem ou mulher, negro ou branco, tem diploma ou parou de estudar no ensino médio. Os mercados só se interessam pelo quanto você é esperta em matéria de dinheiro. O segredo é a preparação e a experiência.

Quanto mais você for inteligente na escolha de seus investimentos, maior será sua chance de sucesso como investidora. Não existem limites ou barreiras para as mulheres que ingressam no mundo dos investimentos.

Este livro se refere a mulheres e investimentos, mas, na verdade, é sobre muito mais que isso. É sobre as mulheres assumirem o controle de suas vidas. É sobre dignidade. É sobre respeitar a si mesma.

Editora: Alta Books, 1ª Edição (2017), 288 páginas

2) Me Poupe! 10 Passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso – Nathalia Arcuri

Nathalia Arcuri é criadora do Me Poupe!, maior canal de finanças do mundo no YouTube. Ela sempre foi uma poupadora compulsiva. Desde cedo compreendeu que precisaria juntar dinheiro para realizar seus sonhos. Aos 35 anos, está perto de conquistar a independência financeira.

Nathalia orienta a lidar melhor com o dinheiro, e passa a mensagem curta e grossa: você pode sair do buraco, não importa o tamanho dele. Para ajudar nesse processo, ela reuniu exemplos práticos, situações reais, planilhas e exercícios, e organizou 10 passos simples para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso.

Você aprenderá a eliminar hábitos que sabotam sua saúde financeira, a identificar as crenças que impedem seu enriquecimento e a encontrar modalidades de investimento que caibam na sua realidade. Descobrirá um mundo maravilhoso em que o dinheiro trabalha para você. Poupar não é juntar dinheiro, tem a ver com realizar sonhos.

Editora: Sextante, 1ª Edição (2018), 176 páginas

3) Ganhar, gastar, investir: o livro do dinheiro para mulheres – Cynthia de Almeida e Denise Damiani

Ganhar mais. Gastar menos (e melhor). Investir com inteligência. É o que todas nós queremos. A relação com o dinheiro é complexa e nem sempre racional. Ao investir, é normal duvidar da própria capacidade de entender o jargão das aplicações e delegá-las a alguém ou adiá-las.

Muitas mulheres não lidam bem com essas questões e não têm consciência dos comportamentos que atrapalham seu sucesso financeiro. Dinheiro deve ser sinônimo de liberdade, e somente a mudança de atitude levará à vida mais livre e confortável.

Este livro reúne todos os conceitos que você precisa aprender para administrar seu dinheiro com eficiência e oferece orientações para temas delicados como casamento e divisão de gastos, maternidade e trabalho, mesada para os filhos, etc. Também inclui histórias de mulheres anônimas e famosas, como Luiza Trajano, Alessandra Ginante e Nélida Piñon.

Editora: Sextante, 1ª Edição (2016), 256 páginas

4) Virada financeira – Patricia Lages

No momento em que este livro é lançado, um em cada quatro brasileiros está endividado. Seja por força de circunstâncias fora de controle ou por falta de planejamento, é possível que você se sinta frustrada por não conseguir colocar as contas em dia. Isso gera reflexos no humor, nos relacionamentos, nas expectativas para o futuro.

Este livro propõe uma transformação sólida na forma como você gerencia seu dinheiro com profundas implicações para as outras áreas de sua vida. E tudo isso em seis meses!

Autora de Bolsa Blindada 1 e 2, livros que juntos venderam quase 100 mil exemplares e se tornaram referência entre o público feminino, Patricia Lages propõe 25 desafios semanais para organizar suas finanças. São dicas valiosíssimas, transmitidas de forma bem-humorada e simples, sem economês. Você pode se livrar definitivamente de todas as dívidas e alcançar a tão almejada estabilidade.

Editora: Thomas Nelson Brasil, 1ª Edição (2015), 208 páginas

5) Mara Luquet – O meu guia de finanças pessoais

Guia de finanças diferenciado e com particularidades relevantes, pois mostra como Mara Luquet cuida de seus recursos acumulados e como ela conduz seus próprios investimentos.

A jornalista explica e compartilha suas experiências com gestão de orçamento e compra de ações e demonstra como esse assunto está entranhado nos projetos mais caros, nos sonhos e vivências mais importantes das pessoas.

Através de anotações variadas, algumas muito íntimas, Mara Luquet fornece aos leitores seus próprios truques para driblar e enfrentar a armadilha da “generosidade” dos cartões de crédito e do sistema financeiro de forma geral. Leitura essencial para quem precisa equilibrar o orçamento financeiro e se livrar das dívidas.

Editora: Elsevier, 1ª Edição (2011), 208 páginas

Livro apresenta medidas para redução de juros no Brasil

março 4, 2019

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban lançou o livro “Como fazer os juros serem mais baixos no Brasil – Uma proposta dos bancos ao governo, Congresso, Judiciário e à sociedade”. A Febraban é a principal entidade representativa dos bancos brasileiros.

A publicação objetiva estimular o debate social sobre os altos juros bancários cobrados no Brasil, e propor soluções para reduzir as taxas praticadas no sistema financeiro. O livro aborda temas como a concentração bancária, spread, tributação das operações e cheque especial.

A leitura dessa publicação é recomendada para construção de opiniões balizadas sobre o assunto devido à grande insatisfação popular em relação aos juros bancários no Brasil. Vale a pena conferir as propostas ao final do livro para verificar sua aplicabilidade e maior conscientização sobre a regulamentação do sistema financeiro.

Ser técnico não se confunde com ser obscuro. Não é focar o depois da vírgula. Não equivale a se perder em minudências. Não significa recorrer a fórmulas acessíveis somente a poucos iniciados. Nada disso. Propomos apenas uma conversa franca, objetiva, baseada em dados e evidências e delimitada por parâmetros mundiais.

Murilo Portugal, presidente da Febraban (2018)

O livro está disponível em formato digital e poderá ser baixado gratuitamente no site da Febraban.

Resumo da Publicação

O livro foi estruturado em seis capítulos e três apêndices, ilustrado com diversos gráficos e quadros de pesquisas realizadas pela Febraban.

O capítulo 1 mostra que a queda dos juros depende da situação política e macroeconômica de um país e de variáveis microeconômicas. As taxas caem, ou sobem, também em decorrência da conjuntura. No Brasil, desde o segundo semestre de 2016, houve redução expressiva dos juros básicos da economia (Selic), com efeito no custo de captação do dinheiro. Essa redução tem sido repassada para os juros praticados nos empréstimos a pessoas físicas e jurídicas, financiados com recursos não subsidiados.

O capítulo 2 analisa a concentração bancária, as exigências de capital na atividade dos bancos demandam grande volume de recursos financeiros. A concentração no setor bancário do Brasil é considerada moderada segundo padrões mundiais. Além disso, é menor do que a concentração em vários setores intensivos de capital da economia brasileira.

O capítulo 3 aborda a inadimplência, percebida como a principal razão para o elevado spread dos bancos – diferença entre os juros cobrados no empréstimo e a taxa de remuneração paga aos depositantes para captar o dinheiro. Para compensar perdas e os custos associados à inadimplência, os bancos cobram juros maiores de todos os tomadores, sem distinção. Na prática, aqueles que pagam seu empréstimo em dia suportam o ônus dos devedores. A inadimplência também aumentou devido à crise econômica, redução da renda de milhões de brasileiros sem trabalho formal.

No capítulo 4, apontam-se os principais custos administrativos e operacionais do setor bancário no Brasil, considerados mais altos do que aqueles praticados em doze países desenvolvidos e emergentes.

No capítulo 5, discute-se a elevada tributação da intermediação financeira no Brasil e os altos custos regulatórios que impactam o crédito de maneira desfavorável. Os impostos cobrados no país são maiores do que os recolhidos por 15 instituições financeiras em países emergentes e desenvolvidos. A carga tributária sobre o lucro é 45%, somados o imposto de renda (25%) e a CSLL (20%). Há ainda a tributação indireta: o IOF, até 3,38% sobre o valor dos empréstimos a pessoas físicas, e o PIS/Cofins, sobre a receita líquida de intermediação financeira, com alíquota de 4,65%.

No capítulo 6, critica-se a metodologia do Banco Central do Brasil (BCB) para o cálculo da taxa de juros anual do cheque especial e do cartão de crédito, pois não reflete o custo efetivo dessas linhas de crédito, usadas de forma intermitente. No cotidiano, há a utilização temporária e pagamentos mensais de juros, não justificando a cobrança de juros sobre juros no modelo de cálculo do BCB. Além disso, muitos clientes se beneficiam do crédito sem juros por alguns dias do mês, oferecido por alguns bancos. No mundo, as taxas anuais efetivas são a metade das anunciadas pelo BCB.

O livro também é complementado por três apêndices:

  • seção com 21 propostas para redução dos juros bancários, a serem discutidas com o governo, Congresso, Judiciário e sociedade;
  • entrevista ao presidente da Febraban, Murilo Portugal, intitulada “É hora de um debate propositivo”; e
  • glossário de termos e siglas do sistema financeiro.

Ficha Técnica

Título: Como fazer os juros serem mais baixos no Brasil – Uma proposta dos bancos ao governo, Congresso, Judiciário e à sociedade

Autor/Editor: Febraban

Local e Edição: São Paulo, 2018

Paginação: 164 páginas, ilustrado

ISBN: 978-85-67416-04-5

Fonte: Febraban, acesso em 24/02/2019.

Livro explica os princípios da Economia Comportamental

fevereiro 24, 2019

Foi lançado no Brasil o livro “Misbehaving: a Construção da Economia Comportamental“, escrito por Richard Thaler, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2017. A tradução em língua portuguesa foi publicada em janeiro de 2019 pela editora Intrínseca.

O economista norte-americano Richard H. Thaler recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2017 por suas contribuições à Economia Comportamental, agregando conhecimentos da Psicologia para explicar as decisões humanas quanto às preferências e racionalidade limitada nas escolhas. Thaler é professor de ciências comportamentais e economia na Universidade de Chicago, nos EUA, e pesquisa o assunto desde a década 1970.

Reportagem Euronews sobre a concessão do Prêmio Nobel de Economia a Richard Thaler

“As contribuições de Richard Thaler construíram uma ponte entre as análises econômicas e psicológicas da tomada de decisão individual. Suas descobertas empíricas e ideias teóricas têm sido fundamentais na criação do novo campo da economia comportamental e de sua rápida expansão, que teve um impacto profundo em muitas áreas de pesquisa e de política econômicas.”


Trecho do comunicado divulgado pela Academia Sueca de Ciências em 2017

Um dos assuntos mais complexos e fascinantes em Economia é o estudo do comportamento humano na tomada de decisões que influenciam o funcionamento do mercado e o próprio desenvolvimento pessoal. A racionalidade limitada prevalece nas escolhas, não sendo possível explicar a Economia em termos dos pressupostos clássicos de modelos racionais.

O desenvolvimento de qualquer economia é resultado do conjunto de decisões dos agentes econômicos individuais. Há muitos anos, havia o pressuposto de que essas ações eram realizadas de maneira 100% racional. Os modelos econométricos utilizados estão baseados no comportamento racional e previsível dos agentes econômicos. Os estudos de Thaler lançam dúvidas sobre a validade desses modelos, pois seriam inadequados.

O livro Misbehaving permite compreender comportamentos que propiciam tomar decisões mais inteligentes para realização pessoal e financeira. O estudo da imprevisibilidade humana afeta as realizações na vida, negócios e governos, transformando assim a visão sobre o mundo.

A publicação traz vários exemplos interessantes, abrangendo as altas apostas do mercado financeiro e os condicionamentos no momento de escolha das refeições. O autor descreve de forma agradável os principais conceitos da Economia Comportamental. Trata-se de leitura essencial para entender a importância da abordagem do comportamento humano na evolução do pensamento econômico.

A publicação poderá ser adquirida nos formatos impresso ou digital (e-book), cujos preços aproximados são, respectivamente, R$ 60,00 e R$ 35,00.

Ficha Técnica

  • Título: Misbehaving: A Construção da Economia Comportamental
  • Tradução: George Schlesinger
  • Formato(s): livro (23 x 15,6 x 2,4 cm) ou e-book
  • Páginas: 448
  • Editora: Intrínseca
  • Edição: 1a. (22 de janeiro de 2019)
  • Idioma: Português

Referências

EURONEWS. Reportagem sobre a concessão do Prêmio Nobel de Economia a Richard Thaler. Acesso em 24/02/2019.

RICHARD H. THALER. Misbehaving: a Construção da Economia Comportamental. Editora Intrínseca. Acesso em 24/02/2019.

GEDAF lança publicação sobre análise financeira de empresas de capital aberto

fevereiro 15, 2019

O GEDAF lançou a publicação “Análise Financeira de Empresas de Capital Aberto do Setor da Construção Civil”, pesquisa ilustrada com diversos gráficos e quadros numéricos de indicadores financeiros.

A publicação é recomendada para analistas de mercado, investidores, empreendedores setoriais, e interessados em conhecer a técnica fundamentalista de análise financeira por indicadores.

A pesquisa completa é oferecida em formato digital e-Book, arquivo PDF, 93 páginas, disponível para download imediato. Poderá ser adquirida na Amazon, clique aqui para acessar.

Resumo

A análise do desempenho financeiro de empresas baseada em índices é uma poderosa ferramenta para acompanhar a evolução do mercado. Entre 2014 a 2017, houve queda acumulada de 21,3% do valor agregado pelo setor da Construção Civil ao Produto Interno Bruto do Brasil.

Para verificar os efeitos da recessão nesse setor, foi selecionada uma amostra representativa de 19 empresas construtoras e incorporadoras de capital aberto. A técnica adotada consistiu na pesquisa exploratória e análise dos balanços patrimoniais e demonstrativos de resultados trimestrais para o conjunto de empresas, no período 2013-2017.

Foram calculados onze indicadores financeiros e notas de desempenho associadas aos índices padronizados de cada empresa, conforme os pesos relativos atribuídos pelo modelo às categorias Estrutura, Liquidez e Rentabilidade. As empresas foram classificadas conforme sua nota de desempenho anual e a média geral no período 2013-2017.

A análise horizontal do indicador Margem Líquida revelou as empresas melhor classificadas em relação à mediana geral do grupo, no período 2013-2017. Foi comprovado que o desempenho financeiro global das empresas da amostra foi afetado pela recessão econômica no Brasil.

Sobre o autor

Rone Antônio de Azevedo é engenheiro civil e de segurança do trabalho. Possui MBA em Administração e Finanças (Uninter), entre outras formações, certificação e aperfeiçoamento nos mercados financeiro e de capitais. É Diretor da Loxxi Engenharia Serviços Ltda, empresa que realiza avaliações de imóveis e perícias de edificações, entre outros serviços.

Livro orienta autônomos na organização de suas finanças

fevereiro 7, 2019

O livro “Finanças Para Autônomos”, escrito por Eduardo Amuri e publicado no final de 2018 pela editora Benvirá, oferece orientações para auxiliar autônomos na organização e planejamento dos negócios.

A publicação está estruturada em quatro partes, da seguinte forma:

  • Parte I, na qual o autor propõe pequenas reflexões sobre os desafios de organização das finanças.
  • A Parte II apresenta ferramentas práticas para o cotidiano do empreendedor autônomo: faturamento médio, margem de lucro, escolha do produto ou serviço, estratégia bancária, projeções e estimativas.
  • A Parte III oferece embasamento sobre questões ligadas à contabilidade, marketing, posicionamento e aposentadoria.
  • Parte IV, na qual são mostrados estudos de caso sobre cinco diferentes perfis de empreendedores; o autor analisa os pontos fortes da organização e os principais equívocos que cometem.

Avaliação do GEDAF

O livro é ilustrado com diversos gráficos e planilhas, escrito em linguagem acessível e clara, facilitando o entendimento das técnicas discutidas por parte de pessoas com nível de instrução básico.

O autor apresenta um roteiro simplificado que desmistifica o planejamento financeiro para autônomos, freelancers e profissionais liberais. As planilhas relativas aos cinco empreendedores analisados pelo autor facilitam o aprendizado. A abordagem do tema foi bastante agradável e didática.

Há algumas lacunas na publicação. Por exemplo, o autor não detalhou como estabelecer a margem de lucro, tratando o assunto como “algo muito subjetivo”. Felizmente, há métodos de orçamento para essa finalidade.

A margem de lucro deve ser muito bem estudada, pois impacta diretamente o valor final dos serviços e produtos oferecidos pelo empreendedor, afeta a viabilidade do negócio. O assunto merecia ser tratado com exemplos práticos, considerando o propósito do livro.

No capítulo 11, a tributação foi discutida genericamente, desconsiderando as particularidades das alíquotas incidentes nos diferentes setores, previstas no Anexo I do Simples Nacional, Lei Complementar nº 155/2016.

O autor não menciona o plano de negócios e não discute a construção de alguns indicadores financeiros associados às metas do negócio, a serem verificados ao longo do tempo pelos empreendedores.

Sobre o autor

Eduardo Amuri é bacharel em ciência da computação e possui especialização em gestão de negócios pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e University of La Verne, na Califórnia. Foi diretor financeiro no site Papo de Homem, no qual ainda escreve textos sobre inteligência financeira. Desde 2011 presta consultoria parar orientar famílias, pequenas empresas e profissionais sobre suas finanças. É autor de Dinheiro sem medo, publicado pela editora Benvirá.

Ficha técnica

  • Título: Finanças para autônomos: como organizar sua vida e seu dinheiro quando você trabalha por conta própria.
  • Autor: Eduardo Amuri
  • Editora e ano: Benvirá: São Paulo, 2018.
  • Paginação: 208 páginas, ilustrado, monocromático.
  • ISBN: 9788557172883
  • Edição: primeira (22 de novembro de 2018)

O livro está disponível em formato impresso ou e-Book para leitores Kindle da empresa Amazon do Brasil – clique aqui.

Referência

AMURI, Eduardo. Finanças para autônomos: como organizar sua vida e seu dinheiro quando você trabalha por conta própria. Benvirá: São Paulo, 2018. 208 p. il.

Ano Novo na China: Porco rege a prosperidade em 2019

fevereiro 6, 2019

Em 2019, o Ano Novo na China inicia no dia 5 de fevereiro. O calendário chinês é diferente do ocidental, pois considera as fases da Lua e a posição do Sol. O ano começa na noite da Lua nova mais próxima do dia em que o Sol passa pelo 15º dia de Aquário.

Curiosidades do Ano Novo Lunar

Não é correto denominar a passagem de Ano Novo Chinês. Na verdade, a celebração secular não é apenas chinesa, o Vietnam e outros países asiáticos celebram a data. Na China, a passagem de datas é conhecida por Festa da Primavera ou Ano Novo Lunar.

O Ano Novo Lunar é a festa mais comemorada na China e dura cerca de duas semanas. Na véspera, os chineses limpam e arrumam suas casas, cortam o cabelo, quitam dívidas, preparam as roupas, organizam as empresas e o comércio.

Nesse período, os chineses não compram calçados por questão de linguística. A palavra sapato (haai) tem o som de suspirar e perder em cantonês. Por outro lado, o ideograma para sorte (fu), virado ao contrário significa chegada (dao), influenciando muitos a colocarem-no na porta para receberem bonança no novo ano.

A cor vermelha predomina nas comemorações do Ano Novo, pois simboliza a transformação, o movimento e a vida. Também são utilizadas as cores amarelo, roxo e o dourado, pois, segundo as tradições, atraem a riqueza e a prosperidade. Os chineses também escrevem os desejos com tinta preta em tiras de papel vermelho e penduram na porta de entrada de suas casas.

O signo regente do Porco

Cada Ano Novo é relacionado a um dentre 12 animais que, segundo a lenda, atenderam ao chamado de Buda para uma reunião e, em agradecimento, foram transformados em signos. O ano 2019 é atribuído ao porco. Também compõem a lista: rato, boi/búfalo, cobra, cavalo, carneiro, macaco, galo, dragão, tigre, touro e cão/cachorro.

Antigamente, os animais eram escolhidos para cada um dos meses conforme aquilo que era observado na natureza e relacionado à agricultura, ao estado do tempo, e às sementeiras. Posteriormente, houve a associação dos animais aos anos.

Acredita-se que o ano regido pelo porco será bom para as colheitas, na solução de projetos pendentes e harmonia. Mas há diferentes conotações. No sentido de prosperidade, o porco está associado às colheitas, às sementeiras e flores no mês de novembro, verão. Contudo, o ano atual é influenciado pelo porco de terra, o qual poderá trazer tensões e confrontos.

Dimensões da Comemoração

Entre 21 de janeiro e 1º de março, os transportes públicos ficam superlotados. Nesse período, ocorre a maior migração mundial devido às visitas aos familiares de diversas regiões na Ásia, estimada em três bilhões de viagens.

Uma em cada seis pessoas em todo o mundo festeja a data. Nova Iorque, Londres, Sidney, Vancouver são algumas das cidades que fazem do Ano Novo Lunar um dos maiores festivais a nível mundial.

Referências

Agência Brasil. China dá início a celebrações de novo ano; porco vai reger o período. Acesso em 05/02/2019.

Últimas Notícias. Ano novo chinês começa nesta terça-feira em vários países da Ásia. Acesso em 05/02/2019.

TVI. Começa o Ano Novo Chinês do Porco: curiosidades a saber. Acesso em 05/02/2019.

TSF Radio Notícias. O cão passa o testemunho ao porco. Vem aí o Novo Ano chinês. Acesso em 05/02/2019.

Imagem: Reuters, Aly Song, 2019.

Livro revela resultados do modelo de gestão das finanças do Espírito Santo

janeiro 7, 2019

Livro detalha os resultados do modelo de gestão das finanças públicas obtidos sob a liderança do economista Paulo Hartung (sem-partido) e em seu terceiro mandato como governador do Espírito Santo.

Hartung foi governador do Estado do Espírito Santo por três mandatos (2003-2010 e 2015-2018).

Detalhes da Publicação

Primeiro vídeo da série sobre os resultados do modelo de gestão do Espírito Santo (HARTUNG, 2019)
  • Autores: Paulo Hartung, Ana Paula Vescovi, e outros
  • Formato: eBook Kindle (digital)
  • Tamanho do arquivo: 450 KB
  • Número de páginas: 108 páginas
  • Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda – Clique Aqui

No livro há artigos temáticos de Ana Paula Vescovi (ajuste fiscal); Ricardo Manoel dos Santos Henriques e Haroldo Corrêa Rocha (educação); Eugênio Vilaça e Ricardo de Oliveira (saúde); e Ricardo Paes de Barros e Lycia Lima (avaliação de programas sociais).

Desafios Enfrentados

Como o governo capixaba enfrentou a crise econômica, reconquistou o equilíbrio fiscal e inovou em políticas sociais?

“O mais difícil em tempos conturbados não é cumprir o dever, mas identificá-lo.”

Antoine de Rivarol (1753-1801), escritor e polemista francês

O desafio formulado pelo pensador francês Antoine de Rivarol foi posto à prova no Espírito Santo nos últimos anos (2015-2018)

Segundo o IBGE, o Espírito Santo foi um dos Estados que mais sofreu com a crise econômica que assolou o país. Em 2016, a queda do PIB no Brasil foi de 3,3% se comparado a 2015. No Estado, a retração foi de 5,2%, a maior queda entre todas as unidades da Região Sudeste, no mesmo período.

Além disso, o Estado viveu a mais intensa estiagem dos últimos 80 anos, sofreu prejuízos socioeconômicos e ambientais da tragédia que foi o rompimento da barragem da Samarco, em Minas Gerais (fora de operação, a empresa era responsável por 5% do PIB estadual), e enfrentou as restrições ocasionadas pela desorganização do marco regulatório do negócio do petróleo e gás no país, do qual é o segundo player nacional.

Resultados Alcançados

Em ambiente de múltiplos desafios, o Estado não só definiu uma agenda objetiva e pertinente como também registrou conquistas notáveis e de referência nacional, destacando:

  • O Espírito Santo alcançou a segunda maior esperança de vida ao nascer do Brasil (78,5 anos). Para pessoas com 65 anos, a expectativa tornou-se a maior do país (20,3 anos).
  • O Espírito Santo passou a ter o melhor Ensino Médio do Brasil, segundo o Ideb.
  • O Espírito Santo foi o único Estado da Federação a receber da Secretaria do Tesouro Nacional a Nota A na avaliação da capacidade de pagamento.
  • O Espírito Santo passou a registrar a menor taxa de mortalidade infantil do país (8,84 óbitos de crianças menores de um ano para cada mil nascidos vivos).
  • O Espírito Santo registrou a menor taxa de homicídios em 29 anos. Num comparativo de duas décadas, caiu pela metade o número de mortes violentas por 100 mil, indo de 57,8, em 1998, para 28,1, em 2018.

Fonte: Amazon do Brasil, acesso em 07/01/2019.