Livro ensina fórmula para investimentos lucrativos na bolsa

julho 21, 2020

Livro “A Fórmula Mágica” de Joel Greenblatt é essencial para a aprender a aproveitar as oportunidades de investimentos por meio de processo simples, seguindo o passo a passo.

Greenblatt passou mais de 30 anos investindo profissionalmente e lecionou sobre Finanças durante 14 anos na Columbia Business School, renomada faculdade de administração e negócios.

Sua obra tornou-se referência no mundo das Finanças e Investimentos Pessoais nos Estados Unidos, destacando-se como best-seller na lista do The New York Times.

O livro é conciso, mas apresenta de forma rápida e prática o método desenvolvido por Greenblatt para investir no mercado de ações e ter grande retorno a longo prazo:

  • como enxergar o mercado de ações;
  • porque o sucesso se esquiva de quase todas as pessoas e investidores profissionais;
  • como encontrar boas empresas a preços irrisórios;
  • como bater o mercado sozinho.

O autor apresenta o passo a passo de como aplicar  a”Formula Mágica” para investir em ações, mesmo no mercado brasileiro. Ele ensina a bater o mercado de ações com sua fórmula simples que traz grande retorno.

A fórmula mágica é útil para investidores experientes e iniciantes no mercado das ações. Testada e aprovada por acadêmicos e investidores profissionais de todo o mundo para seus investimentos a longo prazo.

O livro apresenta matemática básica e linguagem bem-humorada para identificar bons negócios com ativos na bolsa a preços atrativos.

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Surto de uma epidemia inexplicável na arte de Emicles Nobre

junho 1, 2020

O Artista plástico brasiliense Emicles Nobre, conhecido por “Nobre”, vem registrando momentos históricos do século 21, episódios inesquecíveis por ele vividos.

A corrupção deflagrada no meio político contaminado por gananciosos que burlavam a lei e faziam leilões dos recursos públicos da forma que bem lhes conviesse.

Continuava a corrupção sem precedente, mas com o avanço da operação Lava Jato muitos poderosos de colarinho branco foram parar na cadeia. Vários foram processados e ainda esperam por condenação. E não se sabe o que vai acontecer…

A posse do novo presidente da República, eleito legitimamente através do voto popular em outubro de 2018, trouxe esperança, renovação e muito otimismo para a recuperação da economia do Brasil. Havia expectativa de dias melhores.

Registro dos eventos segundo a ótica do artista

Parecia correr tudo dentro da normalidade, mas se complicou diante da pandemia inexplicável: o coronavírus mudou a vida das pessoas. Daí pra frente, a linguagem usada em todo o planeta já não é a mesma de outrora.

Agora se fala em Covid-19, H1N1, Zica, Chikungunya e Dengue, doenças que matam! Esta última é provocada pelo mosquito Aedes Aegypti e acompanha, na mesma medida do pavor, a corrupção e o assombro da marginalidade…

Parece pouco, mas é muita assombração para a sociedade oprimida pelo descaso e sufocada por incertezas, sem perspectiva de futuro.

O artista presencia tudo como se fosse uma lição de vida, mal preparada. Registra os eventos da forma que sabe: traduzindo os acontecimentos com imaginação em artes.

Emicles Nobre produziu algumas telas com temas propícios ao momento atual. Veja-as aqui e compartilhe com sua opinião sobre as imagens.

Quadro 1 – Rostos e Máscaras Protetoras

Primeiro plano: figuras de rostos humanos expressando o pavor, preocupação e o medo da morte. O quadro faz reverência às milhares de pessoas que já se foram, transformados em anjos celestiais e estrelas do firmamento que se perdem no horizonte infinito – a quantidade daqueles que partiram é imensurável.

Quadro 1: Rostos e Máscaras - Emicles Nobre (2020)

Quadro 1: Rostos e Máscaras – Emicles Nobre (2020)

Quadro 2 – Proteção pela fé através das orações

Proteção com uso da máscara e da fé, através das orações, configurações de setas girando em forma de círculo facilitando a identificação dos que não sabem ou não acreditam quais rumos a tomarem… O amargo gráfico indica a quantidade de óbitos pré-existentes, identificados através das estatísticas, as quais surpreendem a todo momento, sobre o número oficial daqueles que nos deixam tristes e apreensivos pela incerteza do amanhã.

Quadro 2: Fé e Orações - Emicles Nobre (2020)

Quadro 2: Fé e Orações – Emicles Nobre (2020)

Quadro 3 – Cuidados das Instituições Públicas

Painel representando a Justiça e apoio ao movimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), responsáveis pelo bem-estar da população, promovendo o distanciamento social e proteção. Cuidados das instituições públicas e seus profissionais para controlar o avanço da contaminação do vírus que se espalha por toda parte e causa danos irreparáveis.

Quadro 3: Cuidados das Instituições - Emicles Nobre (2020)

Quadro 3: Cuidados das Instituições – Emicles Nobre (2020)

Quadro 4 – Escultura sobre a dengue e transmissão de doenças contagiosas

Demonstração simbólica, produzida em sucata, para representar o mosquito Aedes Aegypti que transmite a dengue, doença também letal. Escultura representativa no contexto da cadeia de transmissão que dá origem a outras doenças por vírus, incluindo o coronavírus.

Quadro 4: Transmissão da dengue e doenças contagiosas - Emicles Nobre (2020)

Quadro 4: Transmissão da dengue e doenças contagiosas – Emicles Nobre (2020)

Sobre Emicles Nobre

Nobre, assim conhecido artisticamente, desde 1960 vem produzindo peças artísticas para exposições em seu ateliê em Sobradinho, no Distrito Federal.

Sua obra é bastante vasta, rica em cores e detalhes, expressão da arte moderna com traços figurativos e abstratos. A arte de Emicles Nobre está exposta em murais públicos, painéis descritivos em ambientes de instituições, esculturas e quadros no Teatro de Sobradinho e Galeria Van Gogh.

Entre os trabalhos consagrados de Emicles Nobre destaca-se o monumento “Vida”, com quase doze metros de altura, posicionado na entrada de Sobradinho. Esta escultura surgiu da reflexão sobre a preservação ambiental e o movimento ecológico mundial. A escultura apresenta detalhes da planta protegida pelo homem e do sol sorridente que ilumina o planeta.


Fonte: Jornal de Sobradinho, jornalista Júnior Nobre, DRT 12050/DF, fotógrafo Eduardo Nobre, publicado em 21 mai 2020. Publicado pelo GEDAF com permissão do artista.

Contato com o artista Emicles Nobre

Clique aqui para acessar a página pessoal do artista.

Documentário Planeta dos Humanos critica energia verde e faz alerta ambiental

abril 27, 2020

Michael Moore, cineasta e escritor norte-americano, lançou o documentário “Planeta dos Humanos”. Nesse novo trabalho, Moore desmistifica as “ilusões verdes” apoiadas por grandes corporações e políticos para utilização de turbinas eólicas, energia solar, carros elétricos e biomassa em substituição aos combustíveis fósseis.

O documentário retrata a proliferação de usinas de gás natural e biomassa. Nos EUA e Europa, novas usinas a gás natural, combustível fóssil associado à extração do petróleo, estão sendo construídas ao lado de antigas plantas que processavam o carvão mineral. As usinas de biomassa, por sua vez, geram energia através da queima de madeira triturada. Contudo, o impacto ambiental dessas soluções é muito grande.

As fontes eólica e solar são questionadas quanto a sua eficiência e materiais fabricados com combustíveis fósseis. Geradores eólicos demandam grandes estruturas de aço e concreto instaladas em áreas montanhosas. Painéis de geração solar são produzidos com materiais obtidos na mineração de quartzo e carvão de elevada pureza. Esses sistemas possuem vida útil inferior a 20 anos.

As baterias utilizadas em veículos elétricos e celulares demandam mineração de lítio, cobre, cádmio e outros metais encontrados em terras raras. Diversas áreas de países em desenvolvimento são degradadas pela mineração, expondo trabalhadores e crianças a substâncias químicas perigosas à saúde.

Moore entrevista pesquisadores e cientistas, representantes de movimentos ambientais e pessoas nas cidades dos EUA onde foram instaladas usinas de energia verde. O documentário apresenta muitos dados e animações para entender o aumento exponencial do consumo de energia nas últimas décadas e a evolução das energias verdes.

A civilização humana sempre acreditou no poder da tecnologia para se desenvolver até o próximo degrau da evolução, consumindo cada vez mais recursos que resultam em novos dilemas morais e éticos. Persiste, entretanto, o problema de escala de população versus limitação de recursos naturais para atender as demandas crescentes.

Resumo do filme

  • Título: Planet of the Humans (Planeta dos Humanos)
  • Duração: 1 h 40 min
  • Origem e lançamento: EUA, lançado em 20.04.2020
  • Classificação: documentário sobre economia
  • Produtor: Michael Moore
  • Direção: Jeff Gibbs

O documentário “Planeta dos Humanos” está disponível gratuitamente no canal YouTube, com legendas em inglês ou tradução automática para o português.

https://www.youtube.com/watch?v=VKNTrFKju3g&t=122s


Avaliação do GEDAF (escalas 0 a 10) para o documentário Planeta dos Humanos

  • Roteiro: 9,0
  • Interpretação: 8,0
  • Fotografia (cenário, figurino, direção de arte e fotografia): 8,0
  • Direção: 9,0
  • Entretenimento: 9,0 (conscientização ambiental)
  • Nota Final: 8,6

Planeta dos Humanos revela muitas contradições sobre a energia verde e o próprio movimento ambientalista que cresceu nas últimas décadas. Líderes ambientalistas defendem que é possível ser mais sustentável utilizando as novas energias em substituição aos combustíveis fósseis como petróleo e carvão.

Contudo, as energias verdes têm grande impacto no meio ambiente e são dependentes de recursos minerais e materiais tradicionais – aço, alumínio, concreto, carvão -, extraídos ou processados industrialmente com uso de combustíveis fósseis.

As novas energias demandam processos industriais complexos que geram grande quantidade de resíduos tóxicos lançados na atmosfera, na água e no solo. Placas solares, por exemplo, não são fabricadas com areia comum, ao contrário do que muitos pensam.

Gasta-se mais energia nesse ciclo do que o retorno obtido com a geração de energia propriamente dita pelas fontes solares, eólicas e biomassa. Essa é a principal incoerência apontada.

A matriz energética da Alemanha também é apontada como pouco sustentável, apesar de sua liderança em tecnologias ambientais. A energia gerada na Alemanha depende em mais de 95% dos combustíveis fósseis, incluindo o carvão, o petróleo, e o gás natural fornecido pela Rússia e EUA.

A sustentabilidade da indústria de veículos elétricos também é colocada em dúvida, pois a recarga das baterias em tomadas alimentadas pela rede pública de energia implica indiretamente na participação de combustíveis fósseis para a sua geração.

Moore revela sua frustração com o movimento ambiental. O show “Dia da Terra”, evento importante dos defensores do meio ambiente, é realizado com energia de grupos geradores a diesel, pois as placas solares instaladas nesses locais não têm potência suficiente para os equipamentos instalados.

Grupos financeiros apoiam as energias verdes, aportando fundos em grandes projetos de energia de biomassa, eólica e solar. O documentário expõe as contradições entre o discurso pró-ambiental e os negócios do empresário Al Gore, ex-presidente dos EUA na gestão Bill Clinton, autor do premiado filme “Uma Verdade Inconveniente” no qual ele denunciou as mudanças climáticas.

Gore e vários famosos estão “pegando carona” no negócio da energia verde. Há a “corrida ao ouro” por grandes investimentos no mercado de novas energias, muitos interesses de grandes corporações industriais e financeiras.

O documentário mostra a insatisfação e apreensão da população nos locais onde foram construídas ou serão implantados parques eólicos e solares ou usinas de biomassa. Em determinada cena, a equipe de filmagem de Moore é ameaçada pelo capataz da planta de biomassa, sendo obrigada a se retirar.

O Brasil foi mostrado como importante fornecedor de madeira e recursos minerais. Há cenas contundentes do desmatamento de florestas na Amazônia, invasão de terras indígenas e destruição do habitat de animais selvagens.

Reflexões sobre o futuro da civilização humana

O documentário estimula a reflexão sobre a sustentabilidade, muito além de rotular energias como sujas ou verdes. É preciso reduzir o consumo esbanjador de energia da civilização moderna.

Apesar de a espécie humana ter alcançado elevado nível de desenvolvimento científico e tecnológico, sua sobrevivência e perpetuação estão em risco. A destruição em escala global dos recursos naturais e da vida animal são inaceitáveis. Não há recursos suficientes no planeta para acompanhar o padrão de consumo e as energias verdes não serão a solução desse problema.

Gostando ou não das polêmicas de Moore, este documentário invoca maior conscientização sobre a importância de repensar hábitos de consumo e a perpetuação da vida no planeta. Também acende a luz vermelha para a energia verde, mostrando que ela não é tão milagrosa ou inocente como tem sido propalada por seus defensores.

Segundo Moore, a linha de equilíbrio do planeta já foi cruzada há muito tempo, sendo urgente adotar novos modelos de desenvolvimento sustentável para preservar a vida humana e a natureza.

__________

Crédito: GEDAF Finanças e Empreendedores, publicado em 26.04.2020, por Rone Antônio de Azevedo. Todos os direitos reservados, reprodução permitida, com citação da fonte.

AZEVEDO, Rone Antônio de. GEDAF Finanças e Empreendedores. Documentário “Planeta dos Humanos” desfaz as ilusões da energia verde e alerta sobre crise ambiental. GEDAF Finanças e Empreendedores, 2020.

Leia outras matérias sobre sustentabilidade: clique aqui.

Febraban lança segunda edição do livro sobre redução dos juros

abril 12, 2020

A Federação Brasileira de Bancos – Febraban lança segunda edição do livro sobre redução dos juros.

Publicada em 2018, a primeira edição “Como Fazer os Juros Serem Mais Baixos no Brasil” foi ampliada para 240 páginas.

A publicação gerou diversas manifestações de economistas, políticos, jornalistas e leitores na mídia sobre diversas questões polêmicas.

  1. A competição no setor bancário é prejudicada pela concentração?
  2. Os lucros excessivos dos bancos explicam os juros altos?
  3. A verticalização tem impacto negativo na concorrência?
  4. As  falhas na análise de crédito provocam a inadimplência que pressiona as taxas?
  5. Há relação causal entre spread e inadimplência?
  6. Falta transparência às instituições financeiras?
  7. As propostas apresentadas pela Febraban para baixar os juros poupam os bancos?
  8. Por que a queda da Selic não tem sido repassada às taxas praticadas no mercado?
  9. As instituições investem em educação financeira?
  10. Os juros cobrados no cheque especial e no cartão de crédito são justificáveis?

As manifestações dos leitores motivaram o lançamento da segunda edição com novas informações e maneiras diferentes de explicar os assuntos sobre os juros praticados no Brasil.

Comentários e propostas da Febraban

A nova edição recebeu o capítulo adicional intitulado “Resumo do debate”, ao final do livro. Nele são comentadas em maior profundidade as questões levantadas pelos leitores. A partir desses questionamentos, a entidade representativa dos bancos propõe dez medidas para reduzir os juros no Brasil, cujos argumentos são complementados por indicação bibliográfica.

As medidas propostas pela Febraban incluem o aperfeiçoamento do Cadastro Positivo, permissão ao credor para executar dívidas mediante busca e apreensão extrajudicial de bens e veículos, reconhecimento da duplicada eletrônica, aprovação da nova lei de falências para viabilizar a recuperação de empresas viáveis, eliminar a tributação sobre o crédito (alíquota zerada para o IOF e PIS/Cofins das operações financeiras), regular a competição saudável com as fintechs, desincentivar o uso de dinheiro vivo.

Outra atualização, os dados macroeconômicos e setoriais na primeira edição refletiam a realidade até meados de 2018, agora se referem ao ano inteiro. A divulgação das estatísticas oficiais permite melhor compreensão do comportamento dos juros no período analisado.

Acesso e download do eBook

O livro digital (eBook) está disponível para baixar gratuitamente no site da Febraban, arquivo nos formatos PDF, Epub e Mobi.

Ficha Técnica

Título: Como fazer os juros serem mais baixos no Brasil – Uma proposta dos bancos ao governo, Congresso, Judiciário e à sociedade

Autor/Editor: Febraban

Local e Edição: São Paulo, 2019

Paginação: 240 páginas, ilustrado

ISBN: 978-85-85313-03-6

Fonte: Febraban, acesso em 10.04.2019.

Guia orienta gestão financeira de microempresas na pandemia

março 24, 2020

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae lançou o guia digital “Gestão Financeira em Tempos de Coronavírus“. A publicação orienta sobre medidas essenciais ao planejamento e gestão das finanças devido ao avanço do coronavírus no Brasil.

Atualmente, os pequenos negócios enfrentam problemas de logística e produção, redução no número de clientes e faturamento menor. O guia divulgado pelo Sebrae oferece aos empreendedores dicas simples para o enfrentamento de problemas na gestão financeira das microempresas na crise do coronavírus.

A iniciativa também visa a contribuir para a retomada do desenvolvimento da economia brasileira. O Sebrae busca oferecer medidas de prevenção, orientação gerencial e financeira aos empreendedores.

Dicas do guia Gestão Financeira em Tempos de Coronavírus

  • elaborar fluxo de caixa das despesas e receitas para o horizonte de três meses, classificando os valores conforme seu tipo;
  • evitar despesas que não sejam extremamente necessárias para a continuidade dos negócios;
  • negociar as despesas com maior impacto financeiro no negócio, incluindo as operações bancárias, buscando prazo maior para o pagamento dos compromissos;
  • desenvolver estratégias e ações para aumentar o faturamento e promover o negócio junto a potenciais clientes.
Guia Sebrae "Gestão Financeira em Tempos de Coronavírus"

Guia Sebrae “Gestão Financeira em Tempos de Coronavírus”


Fonte: Agência Brasil, acesso em 24/03/2020.

Pesquisa do Ipea revela que automação pode eliminar 57% dos empregos formais no Brasil

dezembro 22, 2019

O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – Ipea divulgou estudo sobre os impactos das tecnologias de automação na redução de tarefas realizadas por humanos e eliminação de empregos formais no Brasil nos próximos cinco anos.

As novas tecnologias digitais – inteligência artificial, computação em nuvem e a internet das coisas – vão alterar profundamente a produção, a distribuição e a comercialização de produtos e serviços. Essa revolução trará novas oportunidades de negócios, emprego e renda. Contudo, há o risco de eliminação ou transformação de muitos postos de trabalho.

O estudo “Propensão à automação das tarefas ocupacionais no Brasil” foi elaborado por Luis Claudio Kubota e Aguinaldo Nogueira Maciente, técnicos de planejamento e pesquisa do Ipea. O artigo correspondente foi publicado na edição nº 61 do boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior.

Os autores consideraram tecnologias já consolidadas e passíveis de implantação do ponto de vista regulatório no prazo de cinco anos. No longo prazo, a maioria das tarefas está sujeita à automação.

Metodologia

Os pesquisadores analisaram a base de dados com 19 mil tarefas necessárias à realização de diversas ocupações formais catalogadas na Occupational Information Network (O*NET), desenvolvida sob o patrocínio do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, e na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia (ME) do Brasil.

Foi adotada a abordagem inovadora de classificar as ocupações com maior risco de automação conforme a importância (dada pela frequência) e a relevância das tarefas desempenhadas em cada ocupação.

Os pesquisadores utilizaram atributos matemáticos binários 0 ou 1 (variáveis dummy) para avaliar as tarefas relacionadas às diversas ocupações catalogadas.

A tarefa seria classificada automatizável, assumindo valor 1. Essa variável dummy foi multiplicada pela importância (escala de 1 a 5) e pela relevância (escala de 0 a 100) da tarefa, conforme a base de dados O*NET. O resultado gerou o escore variando de 0 a 500 para cada tarefa.

Em seguida, para cada ocupação, a soma dos escores multiplicados pela dummy de automação foi dividida pela soma dos escores sem multiplicação pela dummy. Isso gera valores entre 0 e 1, indicando o percentual das tarefas automatizáveis de cada ocupação, já ponderado pela importância e pela relevância de cada tarefa.

Conclusões

No Brasil, o emprego é ainda dominado por ocupações com percentual alto ou médio-alto de tarefas automatizáveis nos próximos anos (56,6% do emprego civil formal em 2017).

As atividades com empregos mais vulneráveis à automação se concentram na indústria têxtil e de vestuário, na indústria alimentícia, na agropecuária, na indústria da madeira, na fabricação de móveis e na metalurgia.

No setor de serviços, o impacto da automação será maior para atividades de contabilidade, consultoria e auditoria contábil; serviços de limpeza; obras de acabamento; atividades paisagísticas; e armazenamento, carga e descarga.

As ocupações com maior percentual de tarefas classificadas como automatizáveis estão relacionadas à:

  • operação de veículos e máquinas do setor de mineração (operador de shuttle car, destroçador de pedra, operador de equipamentos de preparação de areia);
  • metalurgia (moldador e macheiro, à mão e à máquina);
  • instalações (instalador de materiais isolantes e acústicos, revestidor de interiores);
  • transportes (operador de empilhadeira e caminhão);
  • construção (armador de estrutura de concreto, montador e preparador de estruturas metálicas);
  • indústria madeireira (prensista de aglomerados e compensados); e
  • atividade de embaladores, à mão.

Entre as ocupações classificadas como não automatizáveis, considerando-se aquelas com maior participação no emprego em 2017, destacam-se:

  • dirigentes do serviço público federal;
  • analistas de recursos humanos;
  • coordenadores pedagógicos;
  • professores de ensino superior, especialmente nas áreas de didática, línguas e literatura;
  • gerentes de produção e operações;
  • comerciantes varejistas;
  • advogados;
  • recreadores;
  • supervisores de ensino; e
  • membros superiores do Poder Executivo.

Os pesquisadores do Ipea alertam que o Brasil deve se preparar não apenas para a continuidade da substituição de algumas ocupações já em declínio, mas também para o início do declínio de ocupações que foram importantes para o crescimento do emprego nos últimos quinze anos.

A conjuntura desfavorável e os desafios estruturais impostos pelas novas tecnologias digitais colocam a geração de emprego no centro do atual debate econômico.


Fonte: 61º Boletim Radar Tecnologia, Produção e Comércio Exterior. Brasília: Ipea, 2009. Acesso em 22 dez. 2019. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/radar/191213_radar_61.pdf>.

Livro descreve a trajetória de sucesso da corretora XP

novembro 25, 2019

Em 2001, o jovem corretor Guilherme Benchimol abriu a microempresa de investimentos XP em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, ocupando uma pequena sala de 25 metros quadrados. Ele tomou essa decisão aos 24 anos, após ser demitido por uma corretora de valores no mercado financeiro do Rio de Janeiro.

Desde aquela época, Guilherme já sonhava em montar uma empresa inovadora que pudesse oferecer maior acesso a investimentos para todas as pessoas, rompendo o círculo do mercado de renda fixa controlado pelos bancos no Brasil.

Nos primeiros anos, Guilherme se virava para evitar a falência. Panfletou nos bairros de classe alta de Porto Alegre, vendeu o carro para pagar as contas, pediu dinheiro para amigos. Nos anos seguintes, trocou sócios e enfrentou situações de estresse. Sua trajetória foi, como ele mesmo costuma dizer, “na raça”.

Após uma década da fundação, a XP desenvolveu e lançou sua plataforma aberta de investimentos para renda variável. Atraiu centenas de milhares de clientes oriundos dos bancos. Essa inovação revolucionou o mercado financeiro e obrigou os bancos e demais corretoras a aperfeiçoarem seus serviços e produtos oferecidos.

Hoje, a XP Investimentos possui a base de 1,5 milhão de clientes ativos registrados nela própria e nas corretoras Rico e Clear, por ela controladas. Ao todo são R$ 350 bilhões sob custódia, receita de R$ 3,7 bilhões e lucro líquido de R$ 699 milhões de janeiro a setembro de 2019.

Em dezembro de 2019 a XP fará Oferta Pública Inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores Nasdaq, nos Estados Unidos, especializada em negociar títulos das grandes empresas de tecnologia. Há expectativa de que seu valor de mercado alcance US$ 15 bilhões (ou R$ 63 bilhões). Será o maior IPO de uma companhia brasileira no exterior.

O livro “Na raça: como Guilherme Benchimol criou a XP e iniciou a maior revolução do mercado financeiro brasileiro” apresenta histórias de bastidores sobre as dificuldades e conquistas que levaram a XP a se tornar a maior corretora de valores mobiliários independente do país.

O livro é convergente com o momento histórico da empresa, incentivando potenciais investidores. A trajetória ao longo dos 18 anos da empresa fundada por Guilherme Benchimol é contada pela jornalista Maria Luíza Filgueiras. Ela acompanhou a XP por nove anos e entrevistou dezenas de executivos, incluindo o próprio Guilherme, para revelar detalhes dessa trajetória de sucesso.

Lançamento do livro

O livro será oficialmente lançado em 26 de novembro de 2019, disponível nos formatos impresso e eletrônico.

  • Editora: Intrínseca; Edição: 1 (26 de novembro de 2019)
  • Páginas: 240
  • Gênero: Não ficção
  • Formato: 15,5 x 23 x 1,4
  • Preços: R$ 49,90 (livro)* ; R$ 24,90 (e-Book)**

(*) Venda nas livrarias Amazon, Livrarias Curitiba, Livraria da Travessa, Lojas Americanas, Martins Fontes Paulista, Submarino.

(**) Venda nas livrarias virtuais Amazon, Kobo e Google Play.


Fontes: Editora Intrínseca e InfoMoney, acesso em 24/11/2019.

Projeto Em Busca do Tesouro é lançado em Brasília

outubro 4, 2019

O projeto Em Busca do Tesouro foi lançado em Brasília no dia 3 de outubro, no Instituto Sezerdello Corrêa, no Tribunal de Contas da União – TCU. O objetivo principal desse projeto é promover a educação fiscal e financeira e o acompanhamento cidadão das políticas públicas desde a infância.

A iniciativa também visa a desenvolver noções de responsabilidade social e pessoal, e estimular comportamentos mais saudáveis nas futuras gerações.

Justificativas do projeto Em Busca do Tesouro

Todo cidadão tem o direito de saber como os governos usam o dinheiro público, que é de toda a sociedade. Desse modo, é fundamental promover a educação fiscal e financeira e o acompanhamento cidadão das políticas públicas desde os primeiros anos, desenvolvendo noções de responsabilidade social e pessoal e estimulando novos comportamentos.

O projeto busca fortalecer nas futuras gerações a consciência cidadã de que é a sociedade quem paga os impostos para receber os serviços que o Estado presta. Logo, é ela quem deve escolher, por meios democráticos, em que políticas e programas esses recursos deverão ser utilizados, a qualidade com a qual devem ser aplicados, e se os resultados obtidos são satisfatórios.

Promover a difusão desses conhecimentos entre crianças e jovens in?uenciará positivamente as escolhas da sociedade no futuro, permitindo que as ações públicas tenham mais efeito, sejam mais representativas e legítimas e potencializem o esforço de todos para melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

Divulgação

A divulgação do projeto tem como canal de divulgação as escolas, a Turma da Mônica como veículo e a figura do professor como condutor do processo de aprendizagem.

Por meio de revistas e tirinhas digitais com os personagens da Turma da Mônica, criados por Mauricio de Sousa, importantes conceitos de finanças públicas, responsabilidade fiscal e transparência são apresentados de forma bastante didática. Os materiais também abordam o Tesouro Nacional, descrevendo suas principais atribuições e atividades, divulgando aos públicos infantil e juvenil conhecimentos sobre a importância da instituição para o país.

A iniciativa do projeto Em Busca do Tesouro é resultado de parcerias entre a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Estiveram presentes no lançamento oficial o cartunista, empresário e escritor Maurício de Sousa e os personagens da turma da Mônica.

Acesso aos materiais e ao minicurso para educadores

Todos os materiais didáticos, revistinhas, manual do educador, quiz e forum interativo estão disponíveis no site do projeto Em Busca do Tesouro.

No site do projeto foi disponibilizado minicurso online de cerca de 4 horas de duração, destinado a educadores e ao público interessado.

O participante do curso assiste aos vídeos e faz a leitura dos materiais didáticos. Ao final de todos os módulos poderá imprimir o certificado.

Clique aqui para acessar ao site do projeto e participar das atividades pedagógicas.


Fonte: Tesouro Nacional, acesso em 03/10/2019.

O GEDAF apoia esta importante iniciativa de educação financeira.

Recursos Livro “Está Tudo sob Controle? A Segurança do Trabalho nas Organizações”

agosto 3, 2019

Nesta página você encontrará arquivos para baixar e referências de consulta mencionadas no livro “Está Tudo sob Controle? A Segurança do Trabalho nas Organizações”.

Aproveite e faça seus comentários sobre o livro na parte inferior desta página. O autor será notificado para avaliar e interagir com os comentários dos leitores.

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