O Prêmio FGTS é um concurso anual que objetiva reconhecer os trabalhos de qualidade e de aplicabilidade ao FGTS. As inscrições da 2ª Edição estarão abertas de 14 de maio a 20 de setembro de 2018. Os temas dessa edição abrangem a Reforma Trabalhista e o Déficit Habitacional, de Saneamento e de Mobilidade Urbana. Read more
Comunicado da Associação Brasileira dos Caminhoneiros
Comunicado Oficial da Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam
Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, 25/05/2018, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.
Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.
Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.
A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.
É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.
Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.
Brasília, 25 de maio de 2018,
JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da ABCAM
Sobre a Abcam
Fundada em julho de 1983, na cidade de São Paulo, do ideal de um grupo de caminhoneiros liderados por José da Fonseca Lopes, a ABCAM – Associação Brasileira dos Caminhoneiros – tem pautado toda sua existência na defesa – constante, árdua e muitas vezes incompreendida – dos direitos dos caminhoneiros autônomos.
Em 2003 teve sua liderança reconhecida nacionalmente, passando a fazer parte integrante da 3ª Seção do Transporte de Cargas da CNT e dos Grupos Paritários de Trabalho (GPTs) que passaram a deliberar sobre o transporte de cargas e a situação logística do país.
E foram muitas conquistas da ABCAM nesses trinta anos. Dentre as vitórias, podemos contabilizar o Vale-Pedágio Obrigatório; o fim da Carta-Frete como pagamento dos fretes ao caminhoneiro; a inclusão do autônomo no mercado de financiamento governamental através de programas como o Procaminhoneiro – PSI Finame; a redução da alíquota do Imposto de Renda da categoria de 40% para 10% e, mais recentemente ainda, a publicação da Lei 12.619, chamada Lei do Descanso ou do Motorista, que regulamenta a profissão e sua jornada de trabalho; dentre tantas outras.
COMPOSIÇÃO, MISSÃO E FILOSOFIA
Composta por 54 entidades filiadas, incluindo Sindicatos, Associações e Cooperativas, a ABCAM representa os interesses de, aproximadamente, 500 mil caminhoneiros autônomos em todo o país; sendo que, deste total, 200 mil caminhoneiros somente no Estado de São Paulo.
Quanto à sua Missão, a ABCAM representa os interesses da categoria em nível nacional, buscando melhores condições de trabalho por meio de negociações com todas as esferas de governo; possuindo assento em diversas Comissões Especiais no Congresso Nacional e Comissões Setoriais no Governo do Estado de São Paulo.
E quanto sua Filosofia, a ABCAM é lídima defensora dos interesses e da luta por melhores condições de trabalho e vida de seus associados, prestando os mais diversos serviços à classe, com atendimentos diretos e encaminhamentos aos vários departamentos da entidade; utilizando-se sempre e prioritariamente da mesa de negociações como instrumento democrático e eficaz às reivindicações da categoria; entretanto, entendendo como inegociáveis as conquistas já alcançadas.
Fonte: Abcam, notícia publicada no site da associação em 25/05/2018.
Manaus é referência em gestão fiscal e financeira
Manaus foi apontada como referência internacional em gestão fiscal e financeira no relatório global “Improving Public Sector Performance” do Banco Mundial. A publicação, que destaca o desempenho do setor público em diversos países de atuação da instituição financeira, foi lançada na primeira quinzena do mês de maio.
CNC avalia efeitos da reforma trabalhista
Em vigor no brasil desde 11 de novembro de 2017, a Reforma Trabalhista trouxe mudanças importantes cujos impactos positivos na economia já começaram a ser medidos. Esses primeiros impactos foram analisados pela divisão econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC. Assista ao vídeo.
Califórnia é a quinta maior economia do mundo
A economia da Califórnia é a quinta maior do mundo, superando a do Reino Unido, segundo um relatório do Departamento de Comércio dos EUA. Read more
Prêmio Banco Central de Economia e Finanças 2018
O Prêmio Banco Central de Economia e Finanças 2018 tem a finalidade de estimular a pesquisa nos campos da ciência econômica e dos temas relacionados à missão institucional do Banco Central do Brasil: assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente. Read more
Projeto de Lei aperfeiçoa Cadastro Positivo
Projeto de Lei 441/2017 aperfeiçoa Cadastro Positivo para resguardar sigilo no compartilhamento de informações sobre bom pagador. Novo modelo aumenta acesso ao crédito, reduz taxa de juros, contribui para baixar o spread bancário, evita o sobre-endividamento dos consumidores, e melhora a competitividade no mercado.
Read more
Drama sobre as famílias que perderam suas casas nos EUA
Lançado em 2016, drama mostra o sofrimento das famílias que perderam suas casas nos EUA e os conflitos éticos daquela sociedade. Baseado em fatos reais sobre os efeitos da crise econômica mundial dos subprimes. Read more
Concentração bancária e spread no Brasil
Concentração bancária e falta de competição não são maiores causas do alto spread, alega Febraban
O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, negou que a concentração bancária e a falta de competição entre os bancos sejam as maiores responsáveis pelo alto spread praticado no país. O spread, diferença entre os juros cobrados pelo banco ao emprestar e a taxa que ele paga ao captar dinheiro, foi tema de audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, realizada na terça-feira (24/04/2018).
O representante da Febraban citou levantamento do Banco Central, mostrando que a inadimplência é o componente de maior peso:
— Temos que considerar, na verdade, não a taxa de inadimplência em si, mas seu custo. No Brasil, mesmo para os créditos com garantia, a taxa de recuperação é baixa. Só conseguimos recuperar 16% dos valores garantidos e somente quatro anos depois de iniciada a cobrança […] Para reduzir o spread, temos que fazer uma reforma no ambiente de crédito para reduzir custos da inadimplência, de impostos e outros — explicou o presidente da Febraban.
Concentração Setorial
Murilo Portugal disse ser uma meia verdade o que se diz a respeito da concentração bancária no país. Ele lembrou que o setor é intensivo e concentrado no mundo inteiro.
Levando em conta os cinco maiores bancos do país, o Brasil está em quinto lugar num ranking de concentração.
— Uma parte disso se explica pela alta presença dos bancos públicos, que têm 54% do mercado de crédito brasileiro e atuam muito fortemente nos setores imobiliário e rural. Se excluirmos essas duas áreas, o Brasil cai do quinto para o oitavo lugar — ponderou Murilo Portugal.
Em relação à competição, o presidente da Febraban afirmou que as instituições são sim a favor da concorrência. Segundo ele, se o mercado nacional não fosse competitivo, a principal evidencia disso seria o lucro muito maior que o de outros setores da economia.
Segundo Portugal, a rentabilidade do setor bancário no país está em posição intermediária na comparação com outros ramos.

Murilo Portugal negou a informação de que a arrecadação das instituições com cobranças de tarifas bancárias já seria o suficiente para pagar o salários dos funcionários. Ele afirmou que, em dezembro de 2017, os bancos receberam R$ 44,2 bilhões com tarifas, enquanto, no mesmo mês, as despesas de pessoal foram R$ 121 bilhões.
— As pessoas consideram que R$ 70 de tarifa por mês é absurdo. Mas em São Paulo, quando damos o carro para o manobrista, pagamos R$ 25 por uma ou duas horas. Achamos isso normal, mas ninguém acha normal pagar ao banco para guardar o dinheiro durante um mês — comparou.
Desconfiança
Os argumentos da Febraban não convenceram os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que, na fase de debates, insistiram em questionar a alta margem de lucro das instituições, obtido em parte com a cobrança de juros elevados dos clientes.
— Lamento a necessidade de ter que se instalar uma CPI para investigar os juros elevadíssimos dos cartões de crédito. Reuniões como essa já foram realizadas e nenhuma surtiu efeito efetivo. Vamos discutir isso novamente na CPI. Precisamos ter dinheiro a juros decentes nas mãos dos consumidores e empresários — afirmou Ataídes, que é presidente da comissão de inquérito.
Educação Financeira
O senador Cristovam Buarque (PPS-DF), por sua vez, lembrou que o cenário se torna especialmente complicado porque no Brasil existe uma “voracidade no consumo e uma anorexia na poupança”, visto que o brasileiro tende a consumir demais e a poupar pouco.
— Até nisso a educação é importante. Neste caso, a educação financeira. Se todos os brasileiros passassem um mês sem usar cartão de crédito ou sem pedir dinheiro emprestado, a taxa de juros cairia — afirmou.
Autor do pedido para a realização da audiência, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) afirmou que recuperação da economia brasileira está ocorrendo de forma lenta porque o crédito, que é o motor da economia, ainda é muito caro e difícil, tanto para as famílias quanto para as empresas.
— O que vemos é um crédito que não vem cumprindo o papel que deveria cumprir. E isso se dá porque temos taxas de juros desestimuladoras para o ambiente econômico — avaliou.
Cadastro Positivo
Convidados e senadores concordaram com a necessidade de a Câmara aprovar o quanto antes o projeto de lei que viabiliza o cadastro positivo de consumidores. A proposta já passou pelo Senado no ano passado.
— A competição vai aumentar se mais instituições tiverem acesso às informações. Informação é poder adicional de mercado para quem concede crédito. Se houver informação, o competidor pode fazer ofertas mais agressivas — opinou o professor da PUC-Rio Vinícius Carrasco.
Para o diretor de relações institucionais do Nubank, Bruno Nagrani, o cadastro positivo tem potencial de impacto impressionante, especialmente para as instituições menores, que não têm nem de perto o mesmo nível e riqueza de informações que os grandes bancos têm.
— Se não tenho essa informação sobre o risco de cada cliente, vou assumir que os juros serão mais altos — afirmou.
O Nubank é uma Fintech, sigla em inglês (finance and tecnology) para representar empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros.
Fonte: Agência Senado, acesso em 26/04/2018.
