Prevenção da LER/DORT deverá ser intensificada nas empresas

março 1, 2019

As Lesões por Esforços Repetitivos e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (Ler/Dort) são síndromes que causam danos aos tendões, músculos e ligamentos do corpo humano. Resultam de movimentos excessivos, irregulares e intensos os quais desencadeiam dores no sistema musculoesquelético, geralmente nos membros superiores.

Pessoas diagnosticadas com Ler/Dort sentem dor crônica no punho e na mão, e formigamento nos dedos ao executar atividades manuais. Também há sensação de desconforto, fadiga, sensação de diminuição de força, falta de firmeza nas mãos e enrijecimento muscular. Nos casos graves, não conseguem realizar de forma plena as suas atividades laborais e domésticas, afetando tarefas cotidianas como a higiene pessoal.

As Ler/Dort estão entre as doenças ocupacionais mais frequentes nas estatísticas da Previdência Social. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, revelou que 3,6 milhões de trabalhadores declararam ter diagnóstico de Ler/Dort. A pesquisa está disponível para consulta, clique aqui.

A evolução do número de trabalhadores acometidos pela Ler/Dort é um desafio para as autoridades de saúde em escala mundial por sua natureza epidemiológica, ocorrendo em diversas cadeias produtivas ou atividades com exposição semelhante. Desde 2000, o dia 28 de fevereiro, é considerado o Dia Internacional de Combate às Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados do Trabalho (Ler/Dort).

Pesquisadora da Fundacentro analisa a prevenção e tratamento da Ler/Dort

Em 27 de fevereiro de 2019, o programa “Fundacentro Entrevista” conversou com a médica e pesquisadora da instituição, Maria Maeno, sobre a importância da prevenção, assista ao vídeo abaixo.

Entrevista da médica e pesquisadora Maria Maeno (FUNDACENTRO, 2019)

A redução dos casos de Ler/Dort depende de relações de trabalho dignas e harmônicas. Os trabalhadores precisam desenvolver suas atividades de forma a se sentirem valorizados e produtivos, em clima de cooperação e respeito mútuo com gestores e outros colegas.

Entretanto, a médica entende que as organizações não promovem esse ambiente colaborativo e harmônica. A pesquisadora afirma que a “A organização do trabalho que obriga os trabalhadores se esforçarem além do que eles podem, tanto no ponto de vista físico quanto psíquico, faz com que eles adoeçam”.

A médica também observou que as empresas precisam oferecer melhores condições dignas e de segurança no trabalho, propiciando meios adequados para executar bem as atividades laborais. Além do pagamento de bons salários, é preciso reconhecer o trabalhador de forma que se sinta valorizado e satisfeito com suas atividades.

Infelizmente, há poucas empresas que estão nesse patamar de gestão do trabalho. As pressões cada vez maiores para aumento da produtividade geram sobrecarga física e mental do trabalho, contribuindo para os adoecimentos e afastamentos. Quem paga a conta disso é a sociedade, sob a forma de gastos previdenciários custeados por todos os contribuintes.

O combate às Ler/Dort deve ser realizado de forma conjunta por empregadores e funcionários, a partir do levantamento dos riscos laborais ergonômicos. As iniciativas de prevenção das doenças ocupacionais são fundamentais para um ambiente laboral saudável.

Referências

FUNDACENTRO. LER/DORT atinge 3,5 milhões de trabalhadores.

FUNDACENTRO. Dia Mundial de Combate à Ler/Dort, o Programa Fundacentro Entrevista conversa com a médica e pesquisadora da instituição, Maria Maeno.

IBGE. Pesquisa nacional de saúde : 2013 : percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas : Brasil, grandes regiões e unidades da federação.

Principais destaques e impactos da Proposta de reforma da Previdência

fevereiro 20, 2019

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma da Previdência foi apresentada ao Congresso Nacional em 20/02/2019 e o governo brasileiro espera economizar mais de R$ 1,1 trilhão nos próximos dez anos.

A proposta foi entregue em pelo presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia.

O presidente Bolsonaro foi ao Parlamento acompanhado dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e do secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Impactos da reforma e tramitação

Segundo avaliação do Ministério da Economia, o impacto da PEC da Nova Previdência entregue ao Congresso Nacional será igual a R$ 1,072 trilhão em dez anos. Acrescentando R$ 92,3 bilhões em mudanças para a aposentadoria dos militares, a reforma permitirá a redução de R$ 1,164 trilhão em benefício previdenciários nos próximos dez anos.

A tramitação da reforma da Previdência na Câmara envolve quatro etapas e poderá receber emendas ou vetos. Primeiro, a proposta terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Em seguida, será debatida em uma comissão especial formada especificamente para tratar do tema. Na terceira etapa, irá ao Plenário para votação pelos deputados federais. Por último, será enviada ao Senado para a devida apreciação.

Confira os principais destaques da proposta de reforma da Previdência:

1 Idade mínima

Para trabalhadores da iniciativa privada e servidores, a idade mínima inicial será de 61 anos para homens e de 56 anos para mulheres. Essas idades mínimas aumentarão seis meses a cada ano, a partir da aprovação da reforma, até o limite de 65 anos para eles, em 2027, e 62 anos para elas, em 2032.

2 Professores

Atualmente, não há idade mínima para essa categoria. O tempo de contribuição é 30 anos para homens e 25 anos para mulheres. A proposta prevê idade mínima de 60 anos e tempo de contribuição de 30 anos para ambos os sexos.

3 Sistema de capitalização

Não terá implementação imediata, ficará pendente de lei complementar. Será um sistema alternativo para quem ingressar no mercado de trabalho depois que a lei complementar for aprovada.

4 Servidores dos estados e do DF

As novas regras de benefício para o regime próprio valem para estados, municípios e Distrito Federal. A alteração em alíquotas precisa de aprovação das assembleias estaduais, câmaras municipais e Câmara Legislativa do DF. Caso estados, municípios e o DF registrem deficit financeiro e atuarial, deverão ampliar suas alíquotas para, no mínimo, 14%, no prazo de 180 dias.

5 Pensão por morte

Atualmente, o beneficiário na iniciativa privada recebe 100% do benefício, respeitando o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A proposta sugere 60% + 10% por dependente adicional. Dessa forma, se houver apenas um dependente, receberá 60%. Em caso de morte por acidente do trabalho, doenças profissionais e doenças do trabalho, aplica-se 100%. Quem já recebe pensão não terá seu direito modificado.

6 Acumulação de benefícios

Atualmente é permitida a acumulação de diferentes tipos e regimes: pensão e aposentadoria; regime geral e regime próprio. A proposta quer limitar a 100% de um benefício mais uma porcentagem da soma dos demais, variando conforme o valor, de forma que o segundo benefício seja no máximo de dois salários mínimos.

7 Compulsória dos servidores

Nas condições vigentes, o servidor público será obrigado a se aposentar aos 75 anos de idade. Caso não tenha 25 anos de contribuição, vai receber o benefício proporcional.

8 Benefício assistencial para idosos

Atualmente, os idosos em condição de miserabilidade recebem um salário mínimo a partir dos 65 anos. Pela proposta, começará a ser pago aos 60 anos no valor de R$ 400,00 . Só passará a ser equivalente ao salário mínimo aos 70 anos.

9 Benefício assistencial para deficientes

Vai ser mantida a regra de um salário mínimo sem limite de idade.

10 Forças de segurança

Policiais e bombeiros militares terão as mesmas regras das Forças Armadas. Os militares na reserva poderão trabalhar em atividades civis. Será enviado posteriormente ao Congresso uma proposta específica para os militares.

11 Anistiados políticos

Passarão a contribuir para a seguridade social nos mesmos termos da contribuição do aposentado e pensionista do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União. Fica proibido o recebimento simultâneo da reparação mensal do anistiado político com proventos de aposentadoria, sendo garantida a opção pelo maior benefício. O governo defende a lógica da equidade em que todos contribuem.

12 Regras de transição (INSS)

Os trabalhadores poderão escolher a mais vantajosa dentre três possibilidades:

1) Sistema de pontos: soma do tempo de contribuição e idade. Em 2019, caso a proposta seja aprovada, homens precisarão de 96 pontos; as mulheres, de 86. Em 2033, ao fim da transição, os homens e mulheres precisarão, respectivamente, 105 pontos e 100 pontos. Mas deverá haver a contribuição mínima de 35 anos para eles e 30 para elas.

2) Idade mínima para se aposentar: 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, após o período de transição. Em 2019, as idades de partida são 61 para homens e 56 para mulheres, caso a reforma seja aprovada.

3) Fator previdenciário: método de cálculo específico para quem está a dois anos de se aposentar e pretende fazê-lo sem levar em conta a idade mínima.

13 Regra de transição (servidores)

Regra única do sistema de pontos, a qual soma o tempo de contribuição e a idade mínima. Em 2019, por exemplo, são 86 pontos para mulheres e 96 pontos para homens. A transição termina quando as mulheres chegarem aos 100 pontos, em 2033; e os homens chegarem aos 105 pontos, em 2028. Deve-se respeitar também o tempo mínimo de contribuição: 35 anos (homens) e 30 (mulheres). A idade mínima de partida começa em 61 anos (homens) e 56 (mulheres). Deve-se respeitar ainda 20 anos de tempo mínimo no serviço público e 5 anos no cargo.

14 Aposentadoria rural

A idade mínima será de 60 anos para homens e mulheres, com contribuição mínima de 20 anos.

15 Desoneração

O empregador não precisará mais pagar a multa de 40% sobre o FGTS quando o empregado já estiver aposentado. As empresas também não precisarão mais que recolher FGTS dos empregados já aposentados.

16 Cálculo proporcional do benefício

O benefício será de 60% para aqueles que cumprirem o mínimo de 20 anos de contribuição. A partir daí, a cada ano serão acrescentados 2%. Logo, a integralidade do benefício só se dará após 40 anos de contribuição. No futuro, quem contribuir mais de 40 anos poderá receber mais de 100%.

Fonte: Agência Senado, acesso em 20/02/2019.

Consciência plena nos negócios

novembro 19, 2018

No início de 2018, a Netflix disponibilizou o documentário alemão “From business to being” – “Do Negócio ao Ser”, em livre tradução – no qual são abordados temas como o despertar da consciência plena, a valorização e cuidado com funcionários e clientes.

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30 Novas profissões na Indústria 4.0

julho 14, 2018

Nos próximos anos vão surgir 30 novas profissões com a Indústria 4.0. O mercado de trabalho vai se transformar diante da 4ª Revolução Industrial. Estudo do Senai aponta as profissões de nível médio e superior que devem ganhar relevância e as tecnologias digitais que vão melhorar a competitividade dos negócios na próxima década.

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Greves de caminhoneiros não paralisam a Rússia

junho 9, 2018

Por que as greves de caminhoneiros não paralisam a Rússia? No ano passado, várias regiões russas registraram protestos contra o aumento de tarifas – assim como os realizados recentemente no Brasil. No entanto, as ações na Rússia não assumiram e dificilmente tomariam tamanha proporção. Read more

OIT cobra explicações sobre reforma trabalhista

junho 8, 2018

Organização Internacional do Trabalho (OIT ou ILO, do inglês International Labour Organization) concedeu prazo até novembro de 2018 para o Brasil dar explicações sobre a reforma trabalhista. Respeito aos princípios da negociação coletiva é um dos pontos questionados pela organização. Read more

Comunicado da Associação Brasileira dos Caminhoneiros

maio 26, 2018

Comunicado Oficial da Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam

Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, 25/05/2018, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.

Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.

Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.

É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.

Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.

Brasília, 25 de maio de 2018,

JOSÉ DA FONSECA LOPES

Presidente da ABCAM


Sobre a Abcam

Fundada em julho de 1983, na cidade de São Paulo, do ideal de um grupo de caminhoneiros liderados por José da Fonseca Lopes, a ABCAM – Associação Brasileira dos Caminhoneiros – tem pautado toda sua existência na defesa – constante, árdua e muitas vezes incompreendida – dos direitos dos caminhoneiros autônomos.

Em 2003 teve sua liderança reconhecida nacionalmente, passando a fazer parte integrante da 3ª Seção do Transporte de Cargas da CNT e dos Grupos Paritários de Trabalho (GPTs) que passaram a deliberar sobre o transporte de cargas e a situação logística do país.

E foram muitas conquistas da ABCAM nesses trinta anos. Dentre as vitórias, podemos contabilizar o Vale-Pedágio Obrigatório; o fim da Carta-Frete como pagamento dos fretes ao caminhoneiro; a inclusão do autônomo no mercado de financiamento governamental através de programas como o Procaminhoneiro – PSI Finame; a redução da alíquota do Imposto de Renda da categoria de 40% para 10% e, mais recentemente ainda, a publicação da Lei 12.619, chamada Lei do Descanso ou do Motorista, que regulamenta a profissão e sua jornada de trabalho; dentre tantas outras.

COMPOSIÇÃO, MISSÃO E FILOSOFIA

Composta por 54 entidades filiadas, incluindo Sindicatos, Associações e Cooperativas, a ABCAM representa os interesses de, aproximadamente, 500 mil caminhoneiros autônomos em todo o país; sendo que, deste total, 200 mil caminhoneiros somente no Estado de São Paulo.

Quanto à sua Missão, a ABCAM representa os interesses da categoria em nível nacional, buscando melhores condições de trabalho por meio de negociações com todas as esferas de governo; possuindo assento em diversas Comissões Especiais no Congresso Nacional e Comissões Setoriais no Governo do Estado de São Paulo.

E quanto sua Filosofia, a ABCAM é lídima defensora dos interesses e da luta por melhores condições de trabalho e vida de seus associados, prestando os mais diversos serviços à classe, com atendimentos diretos e encaminhamentos aos vários departamentos da entidade; utilizando-se sempre e prioritariamente da mesa de negociações como instrumento democrático e eficaz às reivindicações da categoria; entretanto, entendendo como inegociáveis as conquistas já alcançadas.


Fonte: Abcam, notícia publicada no site da associação em 25/05/2018.

8º CBPOT | Psicologia Organizacional e do Trabalho

maio 12, 2018

O VIII CBPOT – Congresso Brasileiro de Psicologia Organizacional e do Trabalho – será realizado em Goiânia, Goiás, de 11 a 14 de julho de 2018. Serão discutidos temas relacionados ao comportamento humano no trabalho e nas organizações, gestão de pessoas, políticas públicas e organizacionais.

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