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Robert Lawson, economista responsável pelo principal índice mundial sobre Liberdade Econômica – o World Economic Freedom Index, do Fraser Institute -, analisa a condição atual do Brasil. Ele discute a relação entre livre iniciativa e desigualdade, a incidência das crises financeiras e as principais reformas que tornam as economias mais livres. Assista ao vídeo da entrevista.

O Conceito Liberdade Econômica

É a liberdade de gerir a sua vida econômica sem a interferência de outras pessoas. Se você quer comprar ou vender algo, contratar ou demitir um trabalhador, importar ou exportar um produto, deve ser capaz de fazer isso sem muita interferência de outras pessoas.

O maior violador da liberdade econômica do povo é o próprio governo, que cobra impostos por um negócio ou implementa uma regulamentação, dizendo que um determinado produto deve ser enquadrado em um tipo.

O País economicamente mais livre no mundo

Hong Kong, parte da China, mas tem moeda própria, PIB e outras condições a mais que o tornam a economia mais livre. Essa região tem uma taxa máxima de impostos de 15%, que até as pessoas ricas pagam. Não há tarifas ou cotas, o comércio é cem por cento livre em comparação ao resto do mundo.

A Justiça deles é famosa por ser justa e não corrupta. Outra evidência que destacamos é quanto tempo demora para se começar um negócio. Segundo o Banco Mundial, leva um dia para registrar um negócio em Hong Kong.

Posição do Brasil no ranking da Liberdade Econômica

Entre 159 países, a pior classificação é a Venezuela. Em uma escala de 10,0 (dez) pontos, a Venezuela tem 3,5 e o Brasil tem perto de 5,0. Alguma liberalização tem acontecido no Brasil em direção a maior liberdade econômica se compararmos com o passado da nação.

Mas, um dos problemas é que praticamente o mundo todo se moveu na direção de menos impostos, mais privatizações, e negócios mais livres. O Brasil fez muito pouco disso.

Tornar o Brasil mais liberal

Existem reformas fáceis, as quais o Brasil pode fazer apenas mudando leis, como o controle de capital, o excesso de tarifa e o protecionismo. Mas se realmente almeja alcançar o topo do ranking, o Brasil tem que consertar as coisas difíceis, como o direito à propriedade e o sistema legal.

É muito importante em qualquer economia que, quando as pessoas fazem negócios, devem saber que se alguém trapacear, podem entrar na Justiça e reaver seu dinheiro. Infelizmente, no Brasil, o sistema legal escolhe favoritos. Quando duas partes estão disputando um litígio, a Justiça brasileira não julga apenas o mérito, mas quem são as partes.

Críticos do liberalismo têm medo da desigualdade

Os críticos do liberalismo têm medo da desigualdade que um sistema independente de governos pode trazer. Porém, a desigualdade que devemos discutir é a que deixa políticos e empresários ricos manipular o sistema em seu favor, mediante monopólios e impostos.

As pessoas argumentam que precisam de regulamentações, impostos e controle do governo para combater a desigualdade. Mas se olharmos para os dados dos países com mais intervenção estatal, há mais desigualdade, não menos.

Sobre Robert Lawson

Robert Lawson é coautor do reconhecido índice de liberdade econômica World Economic Freedom Index do Fraser Institute, que avalia 150 países anualmente. Trabalha como professor e diretor do O’Neil Center for Global Markets and Freedom, que faz parte da Southern Methodist University, no estado norte-americano do Texas.

Foi presidente da Association of Private Enterprise Education e suas pesquisas foram citadas mais de 7 mil vezes, de acordo com o Google Scholar.

Lawson se formou em Economia pela Universidade de Ohio (EUA) e possui mestrado e doutorado também em Economia pela Universidade Estadual da Flórida (EUA).

A entrevista de Lawson foi publicada em 30/01/2018, no canal UM BRASIL. Ele conversou com a jornalista Thais Herédia sobre sobre a posição do Brasil e de outros países no ranking World Economic Freedom Index. Essa iniciativa é uma parceria com o Centro Mackenzie de Liberdade Econômica (CMLE).

 

Fonte: Harvard Business Review, “Sobre UM BRASIL”, entrevista realizada por Thais Herédia.

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